Uma operação da Polícia Civil de São Paulo desarticulou um grupo suspeito de aplicar golpes contra o Mercado Livre e o Mercado Pago por meio de transações simuladas, links de pagamento e pedidos fraudulentos de estorno.
De acordo com a investigação, o esquema teria causado prejuízo estimado em pelo menos R$ 263 mil. A ação foi conduzida pela 3ª Delegacia de Crimes Cibernéticos, vinculada à Divisão de Crimes Cibernéticos do Departamento Estadual de Investigações Criminais, o Deic.
Ao todo, a Justiça autorizou oito mandados de prisão temporária e 15 mandados de busca e apreensão. As ordens judiciais tiveram como alvos endereços na capital paulista, em Guarulhos e em São Caetano do Sul.
Segundo a apuração policial, o grupo usava o sistema de pagamentos da plataforma para gerar links. Esses links eram utilizados por pessoas ligadas aos investigados, que simulavam compras ou transações. Depois, os valores eram transferidos para contas de outros integrantes do esquema.
Na etapa seguinte, as transações eram contestadas junto às operadoras de cartão de crédito. Com os pedidos de estorno, o dinheiro retornava aos participantes da fraude, enquanto o prejuízo ficava concentrado na plataforma.
Um dos golpes investigados, realizado em dezembro de 2024, teria provocado prejuízo superior a R$ 263 mil. A polícia apura se outras operações semelhantes foram feitas pelo mesmo grupo e se há mais pessoas envolvidas.
Segundo informações divulgadas pela imprensa, cinco dos oito mandados de prisão foram cumpridos. Entre os investigados, dois suspeitos apontados como possíveis líderes do esquema estariam fora do país, na Espanha. Um terceiro investigado estaria nos Estados Unidos.
Em nota divulgada à imprensa, o Mercado Livre informou que a investigação teve origem em uma denúncia feita pela própria empresa após a identificação de indícios de atividade fraudulenta. A plataforma afirmou ainda que nenhum comprador ou vendedor foi prejudicado e que os valores foram absorvidos pela companhia.
Os investigados poderão responder por associação criminosa, estelionato eletrônico e outros crimes relacionados à fraude digital.
O caso reacende o alerta sobre a sofisticação dos golpes no comércio eletrônico. Especialistas em segurança digital recomendam que consumidores e vendedores mantenham registros das transações, evitem negociar fora das plataformas oficiais, desconfiem de links enviados por terceiros e acionem os canais formais de atendimento sempre que houver suspeita de irregularidade.
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