A automação, antes vista como uma realidade distante, já começa a fazer parte do cotidiano de empresas e instituições no Espírito Santo. Em Vitória e na Serra, robôs passaram a desempenhar funções de apoio em áreas como saúde e alimentação, ajudando equipes humanas, reduzindo deslocamentos e chamando a atenção de clientes e funcionários.
No Hospital Santa Rita, em Vitória, o reforço tecnológico atende pelo nome de R.A.F.A., sigla para Robô de Apoio à Farmácia e Assistência. O equipamento foi integrado à rotina da unidade para transportar medicamentos e materiais da farmácia até setores de enfermagem e outras áreas internas.
Segundo informações apresentadas na reportagem, o robô realiza aproximadamente 6 mil entregas por mês. Parte dessas entregas antes precisava ser retirada diretamente por profissionais da enfermagem, que agora ganham mais tempo para se dedicar ao atendimento dos pacientes.
A principal vantagem está na agilidade. Percursos que antes poderiam levar entre 7 e 15 minutos passaram a ser feitos em cerca de 2 minutos pelo equipamento. Além da rapidez, a tecnologia também contribui para a organização do fluxo interno e para a rastreabilidade dos itens transportados.
O robô também ganhou a simpatia dos colaboradores. O nome R.A.F.A. foi escolhido em votação pelos próprios funcionários do hospital e, desde então, o equipamento se tornou uma espécie de mascote da unidade.
A tecnologia também chegou ao setor de alimentação. Em um restaurante localizado na Serra, um robô-garçom auxilia garçons e cumins no transporte de pratos, sobremesas e pedidos até as mesas. O equipamento tem prateleiras que permitem levar vários itens de uma só vez, o que ajuda principalmente em dias de maior movimento.
Além de apoiar a operação, o robô virou atração entre os clientes. Muitos frequentadores pedem para ser atendidos por ele, fazem fotos e interagem com a novidade, que se tornou um diferencial de experiência no estabelecimento.
Especialistas em inovação avaliam que a automação deve avançar em vários segmentos, principalmente em tarefas repetitivas, operacionais e de apoio logístico. Hospitais, restaurantes, supermercados, depósitos e centros de distribuição estão entre os ambientes onde robôs já começam a ser usados para otimizar processos.
O avanço, porém, também levanta discussões sobre o futuro do trabalho. Algumas funções podem ser transformadas ou reduzidas com o uso crescente de máquinas, enquanto novas oportunidades devem surgir em áreas como manutenção, programação, operação e gestão de tecnologias automatizadas.
As experiências no Espírito Santo mostram que a robótica já deixou de ser apenas uma promessa futurista. Ela está nos corredores dos hospitais, entre as mesas dos restaurantes e cada vez mais presente na rotina dos serviços.
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