O número de pessoas idosas no Brasil cresce de forma acelerada, mas as soluções de moradia ainda são insuficientes. Segundo o IBGE, apenas 160 mil brasileiros com 60 anos ou mais viviam em casas de longa permanência até 2022, o que representa menos de 0,5% da população idosa.
Esses espaços, que oferecem acolhimento e cuidados especializados, ainda não conseguem atender à alta demanda. As mulheres são maioria entre os residentes, somando 59,8%. O dado revela uma realidade em que, muitas vezes, as idosas acabam sem rede de apoio familiar e recorrem a instituições como alternativa de moradia.
Um exemplo é o Lar São Vicente de Paulo, em Taguatinga (DF). Com mais de 60 anos de história, a instituição acolhe atualmente 34 mulheres entre 64 e 98 anos. Mantida por doações, recursos públicos e parcerias com universidades, a casa garante dignidade e qualidade de vida às residentes.
O Brasil já tem mais idosos do que jovens, e especialistas defendem que políticas públicas sejam ampliadas para garantir moradias acessíveis, assistência social e serviços de saúde adequados às necessidades dessa população em constante crescimento.
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