Giro Capixaba
  •  
  • Brasil
  • Cidade
  • Mundo
  • Opinião
  • Política
  • Economia
  • Tecnologia
  • Institucional
Nada encontrado
Ver todos os resultados
Giro Capixaba
  •  
  • Brasil
  • Cidade
  • Mundo
  • Opinião
  • Política
  • Economia
  • Tecnologia
  • Institucional
Nada encontrado
Ver todos os resultados
Giro Capixaba
Nada encontrado
Ver todos os resultados

Sonora Brasil encerra 27ª edição em Paraty com shows gratuitos e celebração da ancestralidade musical

Festival do Sesc reúne artistas de várias gerações e territórios, marca encontros inéditos e destaca a força da cultura popular e afro-brasileira.

redação Por redação
29/11/2025 - 13:44
em Cultura
A A
Sonora Brasil conclui sua 27ª edição em Paraty com apresentações gratuitas e lançamento de série documental. Festival celebrou ancestralidade, diversidade e encontros musicais que percorreram o país no biênio 2024-2025.

Imagem: Divulgação

A 27ª edição do Sonora Brasil chega ao fim em Paraty (RJ) com uma programação gratuita que se estende até domingo (30). Entre os destaques das últimas apresentações, esteve o encontro entre a percussionista pernambucana Mãe Beth de Oxum — reconhecida como Patrimônio Vivo de Pernambuco —, a cantora lírica Surama Ramos e o maestro e multi-instrumentista Henrique Albino. No show realizado na quarta-feira (26), Mãe Beth celebrou a ancestralidade negra e a diversidade cultural do país.

Organizado pelo Sesc, o Sonora Brasil é um dos mais importantes festivais de música do país e tem como proposta circular por todas as regiões brasileiras com formações artísticas que refletem a pluralidade da música nacional. No biênio 2024-2025, dez combinações inéditas de artistas, selecionadas por curadoria do Sesc, percorreram o Brasil com espetáculos que mesclam estilos, influências e instrumentos.

Em entrevista, Mãe Beth destacou o impacto do projeto. “Os teatros lotados mostravam o interesse do público. Esse festival nos permite ‘desesconder’ uma cultura secular. A zabumba que toquei tem mais de 100 anos, era dos meus bisavós. Isso é memória, isso é ancestralidade. Mas essa música ainda não é vista, não é conhecida”, afirmou.

Apejó: o encontro de universos musicais

O espetáculo que reuniu Surama, Henrique e Mãe Beth recebeu o nome de Apejó, que significa “encontro” em iorubá. A apresentação juntou a música erudita à força dos tambores ancestrais da casa de Mãe Beth. A percussionista subiu ao palco acompanhada da filha, Alice Ialodê, e do marido, Mestre Quinho, levando o coco de umbigada — uma derivação do tradicional coco de roda — a novos arranjos com as vozes de Surama e Henrique. A dupla também apresentou composições próprias adaptadas à percussão do coco.

Leia Também

Mucane recebe mostra de fotógrafas negras com obras sobre arte, identidade e afrofuturismo

Festival do Rio chega ao último fim de semana com mais de 350 filmes e expectativa de recorde de público

Para Mãe Beth, iniciativas como o Sonora Brasil são fundamentais para valorizar as tradições populares, especialmente as afro-brasileiras e afro-indígenas. “Projetos assim mostram a beleza e a força da nossa cultura. Trazer a música do coco de roda junto de uma música contemporânea, universitária e orquestral é muito potente”, afirmou.

Surama Ramos celebrou a inovação do espetáculo: “Nunca houve uma mistura de coco de umbigada com música eletrônica e harmonias. É uma nova sonoridade pernambucana.” A cantora disse que a parceria com Mãe Beth também significou uma reconexão com suas raízes: “Tudo que eu não aprendi sobre cultura afro-brasileira na infância, Mãe Beth me presenteia agora.”

Temas, encontros e territórios

Renata Pimenta, analista de música do Departamento Nacional do Sesc e uma das responsáveis pelo festival, explicou que o tema da edição — Encontros, tempos e territórios — buscou reunir artistas de diferentes gerações que compartilhassem vínculos com o mesmo estado. “O mais interessante foi perceber como surgiram territorialidades completamente distintas, inclusive entre artistas da mesma cidade”, destacou.

Durante o encerramento em Paraty, o SescTV lançou a série documental Sonora Brasil – Encontros, Tempos e Territórios. Cada episódio registra os encontros promovidos pelo festival e apresenta narrativas dos artistas, suas trajetórias e o caminho até o palco. Os episódios estão disponíveis gratuitamente no Sesc Digital.

No biênio 2024-2025, o festival realizou mais de 300 apresentações em cerca de 70 cidades brasileiras. A logística desafiadora da região Norte foi citada por Renata como um exemplo da importância do projeto. “A infraestrutura de transporte na região é complexa. Em um circuito comercial, esse tipo de circulação não existiria. Mas o Sesc valoriza a cultura e faz acontecer.”

Para o multi-instrumentista Henrique Albino, viajar pelo país com o festival é uma experiência única. “O Brasil é tão diverso que parece vários Brasis. Em cada apresentação, criamos uma relação com o público”, contou. Ele adiantou que pretende seguir colaborando com Mãe Beth em novos projetos, incluindo participações em seu próximo disco e a gravação de um álbum inspirado no espetáculo Apejó.

Programação de encerramento

Os eventos finais do festival acontecem no Sesc Caborê, em Paraty, com entrada gratuita.

Sexta-feira (28/11)

• 18h — Exibição de episódio da série documental sobre Mestre Negoativo & Douglas Din (MG)
• 19h — Show: Mestre Negoativo (MG)

Sábado (29/11)

• 10h — Roda de conversa com Manoel Cordeiro, Felipe Cordeiro e grupo Mundiá Carimbó
• 18h — Exibição de episódio da série sobre Geraldo Espíndola & Marcelo Loureiro (MS)
• 19h — Show: Geraldo Espíndola & Marcelo Loureiro (MS)

Domingo (30/11)

• 16h — Exibição de episódio sobre Manoel Cordeiro & Felipe Cordeiro (PA)
• 17h — Show: Manoel Cordeiro & Felipe Cordeiro (PA)
• 18h30 — Show: Mundiá, com participação de Manoel Cordeiro (PA)

Compartilhe este conteúdo do Giro Capixaba, o melhor site de notícias do Estado do Espírito Santo. 

Siga o GIRO CAPIXABA no Instagram

Tags: #CulturaAfroBrasileira#CulturaPopular#MúsicaBrasileira#MúsicaRegional#Sesc#SonoraBrasil
EnviarCompartilhamentoTweetCompartilhamentoCompartilhamentoEnviar
Notícia anterior

Jovens negros avançam na educação, mas continuam excluídos do mercado de trabalho, aponta pesquisa

Próxima notícia

Ministério das Cidades é o único a receber recursos após redução de bloqueios no Orçamento de 2025

redação

redação

Próxima notícia
Após redução do volume de recursos congelados no Orçamento de 2025, apenas o Ministério das Cidades terá verba liberada. Emendas parlamentares também serão reforçadas, mas cancelamentos anteriores reduzem impacto total.

Ministério das Cidades é o único a receber recursos após redução de bloqueios no Orçamento de 2025

após 11 dias preso na operação compliance zero, controlador do banco master é solto por decisão do TRF-1, mas ficará sujeito a medidas cautelares rígidas.

Vorcaro deixa a cadeia com tornozeleira eletrônica e impedido de realizar operações financeiras

Categorias

  • Brasil
  • Cidade
  • Concurso
  • Cultura
  • D+NEWS
  • Economia
  • Esporte
  • Mundo
  • Opinião
  • Política
  • Saúde
  • Tecnologia

Notícias do Estado do Espírito Santo, das cidades capixabas, do Brasil e do mundo.

Conheça o Giro Capixaba

E-mail: [email protected]

Giro Capixaba — Criação Web Tchê Digital
Nada encontrado
Ver todos os resultados
  •  
  • Brasil
  • Cidade
  • Mundo
  • Opinião
  • Política
  • Economia
  • Tecnologia
  • Institucional

Notícias do Estado do Espírito Santo, das cidades e do mundo.
E-mail: [email protected]

Giro Capixaba - Criação Web Tchê Digital

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist