No início da noite deste sábado (14), em pleno Carnaval, o Cais da Alfândega, no Recife, recebe mais uma edição do Rec-Beat, que celebra 30 anos em 2026 mantendo viva a inquietação, a diversidade e a experimentação que marcaram sua criação.
Fundado em 1995 por Antonio Gutierrez, conhecido como Gutie, o festival construiu uma trajetória marcada pelo encontro entre diferentes públicos, estéticas e gerações. Ao longo de três décadas, o Rec-Beat se consolidou como um espaço de descoberta musical, circulação de novas ideias e diálogo constante entre tradição e vanguarda.
Em um cenário cultural frequentemente marcado pela repetição, o Rec-Beat reafirma sua vocação ao misturar gêneros, estilos e cenas, reunindo artistas do Brasil e do mundo e acompanhando as transformações da música contemporânea. O resultado é um verdadeiro manifesto cultural, cada vez mais relevante no contexto atual.
Programação diversa e gratuita
Entre os dias 14 e 17 de fevereiro, com acesso gratuito, o festival inaugura mais uma vez sua plataforma de intercâmbio entre cenas musicais do Brasil, da América Latina e da África. O lineup combina nomes emergentes, como NandaTsunami, AJULLIACOSTA e Jadsa, com artistas já consagrados, como Djonga, Johnny Hooker e Carlos do Complexo.
O pernambucano Johnny Hooker retorna ao Rec-Beat com a estreia nacional da turnê Viver e Morrer de Amor na América Latina, baseada em seu quarto álbum de estúdio. A programação inclui ainda Chico Chico, Josyara, Felipe Cordeiro, que comemora 20 anos de carreira, dividindo o palco com Layse.
Entre as atrações internacionais estão o Momi Maiga Quartet e os colombianos do Ghetto Kumbé, reforçando o caráter global do festival.
Música eletrônica e estreia do Moritz
Uma das principais novidades desta edição é o lançamento do Moritz, projeto dedicado exclusivamente à música eletrônica, que estreia dentro da programação do Rec-Beat. Pensado como uma plataforma autônoma, o Moritz surge como expansão natural do DNA do festival e deve ganhar edições próprias no futuro.
Entre os nomes confirmados estão a DJ e produtora pernambucana Paulete Lindacelva, Carlos do Complexo, a colombiana Piolinda Marcela, além de SPHYNX, LOFIHOUSEBOY e DAVS.
Também se destacam o ugandense Faizal Mostrixx, criador do conceito tribal electronics; e a DJ nigeriana-britânica Kikelomo, que mistura drum’n’bass e jungle.
O lineup de DJs que se apresentam na abertura e nos intervalos dos shows valoriza a cena local, com curadoria do DJ e pesquisador KAI. Nomes como Zoe Beats, Afrobitch e Bobi reforçam a diversidade sonora do festival.
Com público médio superior a 60 mil pessoas por edição, o Rec-Beat mantém o compromisso de oferecer uma experiência musical democrática, inclusiva e inesquecível no Carnaval do Recife. A programação completa pode ser conferida no site oficial do festival.
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