O cinema brasileiro alcançou um feito histórico com quatro indicações ao Oscar 2026 para o longa “O Agente Secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho. A produção concorre nas categorias Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator, com Wagner Moura, e Direção de Elenco, ampliando a presença do Brasil entre os principais destaques da Academia.
A cerimônia do Oscar 2026 está marcada para o dia 15 de março, em Los Angeles.
Temporada internacional premiada
Após uma trajetória marcada por forte repercussão internacional, incluindo passagem pelo Festival de Cannes e vitórias no Globo de Ouro, o longa consolida o cinema nacional em posição de destaque. O filme venceu o Globo de Ouro de Melhor Filme Internacional, enquanto Wagner Moura levou o prêmio de Melhor Ator em Filme de Drama.
Com esse desempenho, o Brasil iguala o recorde histórico de “Cidade de Deus”, que em 2004 também recebeu quatro indicações ao Oscar — até então um feito inédito para o país.
Wagner Moura entre gigantes de Hollywood
Wagner Moura torna-se o primeiro ator brasileiro indicado ao Oscar, concorrendo com Leonardo DiCaprio (Uma Batalha Após a Outra), Ethan Hawke (Blue Moon), Timothée Chalamet (Marty Supreme) e Michael B. Jordan (Pecadores).
Na categoria Melhor Filme, “O Agente Secreto” disputa a estatueta com produções como Hamnet, Sonhos de Trem, Frankenstein, F1 e Marty Supreme.
Reconhecimento do presidente Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva celebrou as indicações em redes sociais, destacando que “estar entre os melhores do mundo já é uma vitória da cultura brasileira”. Lula também elogiou Wagner Moura e ressaltou a importância da indicação em Direção de Elenco, citando o trabalho coletivo do elenco e do diretor de elenco Gabriel Domingues.
Destaque técnico e presença brasileira
O Brasil também se destacou em categorias técnicas e documentais. O diretor de fotografia Adolpho Veloso foi indicado ao Oscar por seu trabalho no filme norte-americano Sonhos de Trem. Já o documentário “Apocalipse nos Trópicos”, de Petra Costa, entrou na disputa por Melhor Documentário de Longa-Metragem.
Ao todo, profissionais brasileiros aparecem em cinco das nove pré-indicações da edição.
Investimento público e sucesso de público
“O Agente Secreto” contou com R$ 7,5 milhões do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) para produção e R$ 750 mil para comercialização, além de R$ 3 milhões via Lei do Audiovisual. O filme ultrapassou 1,1 milhão de espectadores nos cinemas brasileiros, arrecadando mais de R$ 25 milhões, tornando-se o primeiro longa produzido fora do eixo Sul-Sudeste a atingir esse público.
Reconhecimento internacional
Gravado em Recife (PE), o filme já acumula mais de 20 prêmios internacionais, incluindo conquistas no Critics Choice Awards 2026 e no New York Film Critics Circle Awards, reforçando o protagonismo do cinema brasileiro no cenário global.
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