O Museu da Imagem e do Som (MIS), no Rio de Janeiro, deu início, na última quinta-feira (9), à abertura gradual de suas atividades culturais com a inauguração da exposição temporária “Arquitetura em Cena: o MIS Copa antes da Imagem e do Som”. A mostra marca um passo importante para a retomada do espaço cultural, localizado na Praia de Copacabana, após anos de paralisações e incertezas.
A exposição apresenta ao público os bastidores da construção da nova sede, destacando o processo arquitetônico e o conceito da chamada “Avenida Vertical”, que inspirou o projeto do edifício. Além disso, a mostra reúne fotografias históricas do Rio de Janeiro registradas pelos renomados fotógrafos Augusto Malta e Guilherme Santos, oferecendo um panorama visual da transformação urbana da cidade ao longo do tempo.
O terreno onde o museu foi erguido abrigou a antiga boate Help, conhecida como um dos principais símbolos da vida noturna carioca nas décadas de 1980 e 1990. A lembrança desse passado integra a narrativa histórica do espaço, conectando memória, cultura e urbanismo.
Adiamento da inauguração oficial
A inauguração oficial da nova sede do MIS Copacabana estava prevista para o dia 28 de março, mas foi adiada pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro apenas quatro dias antes da data programada. Até o momento, não há uma nova previsão para a abertura completa do museu.
O projeto do novo MIS atravessou mais de 15 anos de desafios, incluindo interrupções nas obras e revisões de planejamento. Apesar disso, a abertura gradual das atividades representa um avanço significativo na consolidação do espaço como um importante polo cultural da cidade.
Na época do início das obras, o presidente da Fundação MIS, Cesar Miranda Ribeiro, destacou a relevância do empreendimento para o fortalecimento da cultura no estado. Segundo ele, a nova sede simboliza um projeto de Estado comprometido com a valorização da cultura como elemento estratégico para o desenvolvimento social, a preservação da identidade e o exercício da cidadania, beneficiando as futuras gerações.
Com a abertura parcial, o público já pode ter um primeiro contato com o espaço e compreender a importância histórica, arquitetônica e cultural do novo museu, que promete se tornar uma referência nacional na preservação e difusão da memória audiovisual brasileira.
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