A Festa Literária Internacional de Niterói (Flin 2025) está movimentando a cidade com mais de 60 atrações gratuitas até domingo (19), no espaço Reserva Cultural, em São Domingos. O evento, que começou na quinta-feira (16), funciona das 9h às 21h30 nesta sexta e domingo, e até 22h no sábado (18).
Neste ano, a Flin presta homenagem ao antropólogo, educador e escritor Darcy Ribeiro, um dos mais importantes pensadores brasileiros do século 20. A programação celebra a diversidade cultural por meio da literatura, da arte e de debates sobre temas contemporâneos.
Entre os autores convidados, estão Conceição Evaristo, Itamar Vieira Junior, Ana Maria Gonçalves, Nei Lopes e Thalita Rebouças. A presença internacional fica por conta do escritor moçambicano Mia Couto.
Programação diversa e gratuita
A Flin conta com cinco espaços principais, incluindo o Palco Darcy Ribeiro, a Arena Flin, o Espaço Nikitinhos, o Palco Povo Brasileiro e a Sala Nélson Pereira dos Santos, que recebe espetáculos infantis, conferências e mesas de debate.
Entre os destaques estão uma apresentação da Cia. Teatral Sassaricando, encontros com autores e uma conferência com a Monja Coen.
O diretor de Conteúdo da Flin, Jordão Pablo de Pão, explica que o objetivo é fazer da feira “um ponto de encontro entre Niterói e o mundo”. Segundo ele, a curadoria buscou nomes que representam “as mais potentes experiências literárias nacionais e internacionais”, com foco na literatura e no processo criativo.
Homenagens e literatura infantojuvenil
Além de Darcy Ribeiro, o evento também homenageia o escritor Luis Fernando Veríssimo, falecido neste ano. Sua filha Fernanda Veríssimo, o ator Diogo Vilela e o jornalista Arthur Dapieve participam de uma mesa dedicada ao legado do autor.
A programação infantil e juvenil tem destaque especial com a escritora Thalita Rebouças, que celebra 25 anos de carreira, e atrações como Os Tapetes Contadores de Histórias, Lekolé e Violúdico.
Curadoria e diversidade
A curadoria da Flin 2025 é assinada por Vilma Piedade, Carla Portilho, Jordão Pablo de Pão e Elisa Ventura. Vilma destaca a importância da presença de autores negros e o papel da feira na valorização da literatura afro-brasileira.
“É um grande aquilombamento literário e artístico. Temos nomes como Nei Lopes, Conceição Evaristo, Helena Theodoro e Mia Couto. A Flin é troca de saberes e estímulo à democracia”, afirmou Vilma Piedade.
Ela também ressaltou a importância de autores que trabalham a literatura negra e infantojuvenil, como Rodrigo França, autor de O Pequeno Príncipe Preto.
Tecnologia e novos formatos
A feira também discute os impactos da inteligência artificial, da leitura digital e da oralidade na formação de leitores, abordando a convivência entre o analógico e o digital.
A entrada na Sala Nelson Pereira dos Santos é feita por senhas distribuídas duas horas antes de cada atração. A Arena Flin funciona por ordem de chegada, e os demais espaços têm acesso livre.
A programação completa está disponível no site oficial da Flin 2025.
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