A Guarda Civil Municipal de Vitória (GCMV) vai incorporar bicicletas elétricas ao patrulhamento das áreas públicas da capital. O projeto-piloto, denominado “E-bike Patrulhamento”, tem previsão de início em setembro e pretende ampliar a presença dos agentes em regiões com grande circulação de moradores e visitantes.
A iniciativa aposta em um modelo de mobilidade sustentável aplicado à segurança pública, combinando deslocamento ágil, economia e redução do impacto ambiental. A proposta também busca fortalecer o policiamento de proximidade e facilitar o contato entre os agentes e a população.
De acordo com a comandante da Guarda de Vitória, Fabiana Gonçalves, a primeira fase do projeto será realizada nas orlas de Ilha das Caieiras, em São Pedro, de Camburi e do Canal.
O patrulhamento com as bicicletas elétricas ocorrerá das 6h às 20h. Nessas áreas, o novo modal passará a integrar atividades que atualmente são realizadas por equipes a pé ou com viaturas.
“A ideia é ampliar as possibilidades de emprego dos nossos recursos, adequando o patrulhamento às características geográficas de cada região”, explicou a comandante.
As bicicletas elétricas utilizadas no projeto-piloto foram doadas pela Receita Federal. Na fase inicial, o patrulhamento nas orlas contará com duas equipes no período da manhã e outras duas durante a tarde.
Segundo a GCMV, a utilização das e-bikes não significa o abandono dos modelos tradicionais de policiamento. A proposta é acrescentar uma nova alternativa de deslocamento ao planejamento operacional da corporação.
A expectativa é que as bicicletas permitam maior proximidade com a população e agilidade para deslocamentos em áreas onde a circulação de viaturas pode ser mais limitada.
Cerca de 100 guardas municipais começaram nesta semana uma capacitação específica para utilização das bicicletas elétricas. O treinamento, chamado “Mobilidade Segura”, reúne conteúdos teóricos e atividades práticas voltadas à condução e ao emprego operacional dos veículos.
As aulas são realizadas no Estádio Tancredão, no bairro Mário Cypreste. O treinamento foi dividido em oito turmas, com 12 agentes em cada grupo.
Segundo Annelise Alves, gerente de Formação da Guarda de Vitória, o curso contempla quatro áreas principais: legislação e normas de mobilidade, conhecimentos técnicos e manutenção, técnicas de pilotagem defensiva e táticas operacionais.
A capacitação tem como objetivo preparar os agentes para utilizar as bicicletas elétricas tanto em ações preventivas quanto na orientação da população.
A Guarda de Vitória já desenvolve ações educativas relacionadas aos modais elétricos desde 2024. A iniciativa foi ampliada diante do crescimento da utilização desses equipamentos nas ruas da capital.
Somente em 2026, a corporação já realizou 138 ações educativas em vias públicas, escolas, parques e unidades de ensino.
Durante as atividades, os agentes orientam os usuários sobre a importância dos equipamentos de segurança, como capacete, além do respeito às regras de circulação e aos limites de velocidade estabelecidos para diferentes espaços.
As orientações também destacam a necessidade de convivência responsável entre pedestres, ciclistas e usuários de equipamentos de mobilidade elétrica.
A Guarda de Vitória esclarece que, conforme a legislação vigente, não possui autorização para aplicar penalidades ou realizar fiscalização punitiva específica relacionada às bicicletas elétricas.
Por esse motivo, as ações desenvolvidas pela corporação nessa área têm caráter educativo e preventivo.
A circulação desses equipamentos segue as normas do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), especialmente a Resolução nº 996/2023, que estabelece regras nacionais para equipamentos de mobilidade individual autopropelidos e bicicletas elétricas.
Na capital capixaba, também devem ser observadas as regras estabelecidas pelo Decreto nº 26.456, publicado em abril de 2026, que definiu novas normas municipais para a circulação desses veículos.
Com o “E-bike Patrulhamento”, a Guarda Civil Municipal de Vitória pretende adaptar o policiamento às características de diferentes regiões da cidade, ampliando a presença dos agentes nos espaços públicos e utilizando uma alternativa de mobilidade mais adequada para determinados trechos das orlas.
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