Pacientes que recebem alta de hospitais no Espírito Santo poderão contar com acompanhamento domiciliar por meio de novas diretrizes para a continuidade do tratamento. A proposta, em análise na Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales), busca garantir assistência às pessoas que já não precisam permanecer internadas, mas ainda necessitam de cuidados de saúde.
De autoria do deputado estadual Denninho Silva, o projeto trata da chamada desospitalização planejada, processo que organiza a saída do paciente do hospital e prevê acompanhamento após a alta médica. A iniciativa pretende evitar internações prolongadas, diminuir os riscos de infecções hospitalares e reduzir novas internações que poderiam ser evitadas.
Pelo texto, hospitais custeados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) poderão utilizar teleconsultas e telemonitoramento como ferramentas complementares no atendimento após a internação. Os recursos tecnológicos poderão facilitar o contato com profissionais de saúde, identificar possíveis sinais de alerta e permitir respostas mais rápidas diante de mudanças no estado clínico dos pacientes.
A proposta também destaca que a desospitalização planejada pode contribuir para melhorar o funcionamento da rede pública de saúde. Com a redução do tempo de permanência hospitalar, leitos poderão ser liberados para pacientes que precisam de atendimento de urgência, cirurgias e tratamentos de maior complexidade.
O projeto prevê ainda a possibilidade de o Governo do Estado firmar parcerias e convênios para capacitar familiares e outras pessoas responsáveis pelos cuidados dos pacientes em casa. Entre os grupos considerados prioritários estão idosos, pessoas com deficiência, crianças e adolescentes que necessitam de assistência contínua, além de vítimas de violência doméstica.
Segundo a justificativa apresentada pelo parlamentar, a proposta não determina a criação imediata de novos serviços, não estabelece despesas automáticas para o Poder Executivo e não interfere na administração interna da rede estadual de saúde.
A iniciativa busca fortalecer a integração entre hospitais, profissionais de saúde e familiares, oferecendo melhores condições para que pacientes continuem o tratamento fora do ambiente hospitalar. A expectativa é que o acompanhamento adequado também contribua para a recuperação e para a prevenção de complicações.
Antes de seguir para votação em Plenário, o projeto deverá passar pela análise das comissões de Justiça, Saúde e Finanças da Assembleia Legislativa. A proposta ainda precisa ser aprovada pelos deputados para avançar na tramitação.
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