O verão, caracterizado por altas temperaturas e períodos frequentes de chuva, exige atenção redobrada no combate à dengue e a outras arboviroses, como zika e chikungunya. Em países de clima tropical, como o Brasil, esse período costuma concentrar os maiores índices de transmissão dessas doenças, especialmente entre o fim de um ano e o início do seguinte.
Segundo a bióloga da Vigilância Ambiental de Vitória (CVSA), Lívia Marini Palma, as condições climáticas típicas da estação favorecem o acúmulo de água parada, criando ambientes ideais para a reprodução do mosquito Aedes aegypti. “Com o aumento das temperaturas e das chuvas, o ciclo de vida do mosquito se acelera, o que amplia o risco de transmissão viral”, explicou.
A especialista alerta que recipientes como vasos e pratos de plantas, pneus, calhas, ralos e resíduos descartados de forma inadequada podem se tornar criadouros do mosquito. “Esses locais acumulam água da chuva e servem como ambientes propícios para a deposição de ovos e proliferação do vetor”, destacou.
Sintomas e sinais de alerta
De acordo com a enfermeira e referência técnica em arboviroses da Vigilância Epidemiológica, Aline de Sousa Areias, a dengue representa um importante desafio para a saúde pública. Por isso, a principal forma de prevenção continua sendo a eliminação dos criadouros do mosquito.
Entre os sintomas mais comuns da dengue estão febre alta, dor de cabeça intensa, fraqueza ou cansaço extremo, dores musculares e articulares, náuseas, vômitos e manchas avermelhadas na pele.
A profissional reforça que alguns sinais indicam maior gravidade da doença e exigem atendimento imediato, como dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramentos espontâneos, sonolência excessiva, confusão mental, tontura ou sensação de desmaio. Diante de qualquer suspeita, a orientação é procurar imediatamente a Unidade de Saúde de referência.
Ações de combate ao mosquito
A Prefeitura de Vitória, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semus), realiza durante todo o ano a aplicação espacial de inseticida, conhecida como “fumacê”, nos bairros da cidade, como forma de intensificar o combate ao Aedes aegypti.
Os roteiros do fumacê são definidos pelo Centro de Vigilância em Saúde Ambiental (CVSA) e podem ser consultados no Portal da Prefeitura de Vitória, na página Combate ao Mosquito. O cronograma referente a janeiro de 2026 já está disponível, assim como o monitoramento em tempo real do trajeto do serviço pelos bairros.
Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 80% dos focos do mosquito estão localizados dentro das residências, o que reforça a importância da participação da população. A Prefeitura também disponibiliza um checklist com orientações para eliminar possíveis criadouros nos imóveis.
Atuação dos Agentes de Combate às Endemias
Para o controle do mosquito, os Agentes de Combate às Endemias (ACE) realizam visitas periódicas em residências, estabelecimentos comerciais, lotes e terrenos. Durante as ações, os agentes identificam e eliminam criadouros e, quando necessário, aplicam larvicidas para impedir o desenvolvimento das larvas.
Além do controle direto, os ACEs orientam os moradores sobre boas práticas de prevenção e cuidados com os imóveis. O munícipe também pode solicitar a visita de um agente por meio do telefone 156.
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