A Polícia Federal (PF) prendeu, na última quarta-feira (22), um homem suspeito de integrar uma organização criminosa internacional dedicada à disseminação de imagens e vídeos de abuso sexual infantil na dark web. A ação faz parte da Operação Miopia, que visa desarticular fóruns virtuais usados por abusadores em diferentes partes do mundo.
Os agentes da Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos cumpriram um mandado de prisão preventiva e outro de busca e apreensão na residência do suspeito, localizada em Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro.
Durante as buscas, foram apreendidos oito computadores, quatro celulares e dezenas de mídias de armazenamento — como HDs e SSDs — que serão submetidos à perícia técnica criminal.
Dark web e investigação internacional
A dark web é uma área da internet não indexada por buscadores convencionais e acessível apenas com navegadores especiais, o que garante anonimato aos usuários. Esse ambiente, embora também utilizado para fins legítimos, é frequentemente explorado para atividades ilícitas, como tráfico de dados roubados e distribuição de material ilegal.
Segundo a Polícia Federal, a Operação Miopia teve início a partir de uma cooperação internacional, devido ao alcance transnacional dos fóruns investigados. As investigações apontam que o homem preso publicava e compartilhava grande quantidade de conteúdos ilícitos, atuando ativamente na rede criminosa.
O suspeito responderá pelos crimes de organização criminosa, produção, compartilhamento e armazenamento de material de abuso sexual infantojuvenil. A PF também apura indícios de aliciamento de menores e estupro de vulnerável.
Alerta da Polícia Federal aos pais e responsáveis
A Polícia Federal reforçou a importância de monitorar e orientar crianças e adolescentes quanto ao uso seguro da internet e das redes sociais.
“A prevenção é a maneira mais eficaz de garantir a segurança e o bem-estar de crianças e adolescentes. A informação contínua é um instrumento capaz de salvar vidas”, alertou a PF em nota.
A instituição recomenda que pais e responsáveis conversem abertamente sobre os riscos do ambiente virtual, acompanhem as atividades online dos filhos e fiquem atentos a mudanças de comportamento, como isolamento repentino ou segredo no uso de dispositivos eletrônicos.
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