A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) prendeu, no final da última semana um suspeito de 21 anos investigado pelo crime de lesão corporal grave no contexto de violência doméstica contra uma mulher de 38 anos. O crime ocorreu no último domingo (1º), durante uma festa de aniversário no bairro Estrelinha, em Vitória.
Após a identificação do suspeito, as investigações apontaram que ele tentava deixar o país. Diante disso, a PCES atuou de forma integrada com a Polícia Federal, a Interpol e as autoridades de Imigração de Portugal, conseguindo impedir a entrada do investigado em território português. O suspeito retornou ao Brasil e foi preso no estado de São Paulo. As informações foram apresentadas em coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira (6), na Chefatura da Polícia Civil, em Vitória.
O delegado-geral da PCES, José Darcy Arruda, destacou a gravidade do caso e a resposta imediata da instituição. “Foi um caso extremamente grave. Ao ter acesso às imagens, fiquei profundamente chocado. Determinei providências urgentes, e a prisão preventiva do autor foi representada e prontamente decretada pela Justiça”, afirmou.
Arruda também ressaltou a força-tarefa para impedir a fuga internacional. “O autor já estava em voo com destino a Portugal. Houve uma atuação brilhante e integrada que garantiu o retorno dele ao Brasil e a prisão. Essa é a resposta da Polícia Civil: quem agride mulher será alcançado e preso”, enfatizou.
O chefe do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), delegado Fabrício Dutra, explicou que o departamento foi mobilizado logo após o conhecimento do crime. “Desde o primeiro momento, entendemos que se tratava de uma ocorrência que exigia resposta imediata. As imagens são extremamente violentas, e a vítima apresentava lesões graves”, relatou.
Responsável pelas investigações, a delegada Andrea Magalhães, do Serviço de Investigações Especiais (SIE) do DEHPP, detalhou que, em menos de 24 horas, foram realizadas diligências fundamentais. “Identificamos a vítima, colhemos informações médicas, realizamos exames periciais e reunimos elementos que comprovaram a materialidade e a gravidade do crime. A vítima perdeu dentes, quase perdeu a visão e foi agredida de forma brutal”, explicou.
Segundo a delegada, a prisão preventiva foi representada e decretada no mesmo dia. Com o avanço da investigação, foi identificado que o agressor havia comprado passagem apenas de ida para Portugal após o crime. “Diante da urgência, acionamos diretamente a Imigração portuguesa, que inadmitiu a entrada do agressor, obrigando a companhia aérea a trazê-lo de volta ao Brasil”, disse.
A prisão foi efetivada em São Paulo, com apoio da Polícia Federal e de autoridades locais. O suspeito passou por audiência de custódia, teve a prisão preventiva mantida e responderá judicialmente pelos crimes praticados.
A investigação segue em andamento, com a continuidade da instrução do inquérito policial, coleta de provas complementares e acompanhamento da situação da vítima, que permanece em tratamento médico e psicológico.
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