A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (23), a Operação Restitutio para investigar possíveis crimes contra indígenas no município de Comodoro, em Mato Grosso. Durante a ação, os agentes cumpriram um mandado de busca e apreensão com o objetivo de reunir provas e aprofundar as apurações sobre as denúncias recebidas.
A investigação começou após informações sobre possíveis ameaças, episódios de violência e cobranças coercitivas de supostas dívidas envolvendo indígenas. Também foram relatadas situações de retenção de cartões bancários e de cartões utilizados para o recebimento de benefícios sociais pertencentes às vítimas.
Além dessas denúncias, os investigadores apuram informações relacionadas à possível posse de armas de fogo e à comercialização de substâncias entorpecentes. Os fatos ainda estão sob investigação, e a operação busca esclarecer as circunstâncias e verificar se houve prática de crimes.
Durante as diligências, a Polícia Federal reuniu depoimentos de vítimas e testemunhas, além de informações fornecidas pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). Os dados levantados até o momento ajudam a orientar as medidas adotadas pelos investigadores.
Segundo os elementos reunidos, as condutas investigadas podem ocorrer de forma recorrente desde pelo menos 2020, com relatos de continuidade nos anos seguintes. A apuração busca identificar como os fatos teriam ocorrido, a extensão das possíveis irregularidades e quem pode estar envolvido.
Com o cumprimento do mandado judicial, eventuais materiais e documentos apreendidos serão analisados pela Polícia Federal. O trabalho pretende verificar se os elementos encontrados confirmam as informações relatadas e contribuem para esclarecer os episódios denunciados.
A análise do material também poderá ajudar a estabelecer a dinâmica dos fatos e reunir informações para as próximas etapas da investigação. Até a conclusão das apurações, as suspeitas permanecem sob análise das autoridades competentes.
A Operação Restitutio integra as ações da Polícia Federal voltadas à investigação de possíveis violações de direitos e crimes contra povos indígenas. A corporação não informou, no comunicado divulgado, detalhes sobre eventuais suspeitos ou prisões relacionadas à operação.
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