A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (14) a segunda fase da Operação Sem Refino, investigação que tem entre os alvos o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro. A nova etapa apura suspeitas de irregularidades na concessão de licenças ambientais para uma refinaria e possíveis crimes relacionados à lavagem de dinheiro.
Ao todo, 16 mandados de busca e apreensão são cumpridos no estado do Rio de Janeiro por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo a Polícia Federal, a investigação também apura suspeitas de gestão fraudulenta e temerária, sonegação fiscal, evasão de divisas, manipulação de mercado, crimes contra a ordem econômica e irregularidades na comercialização de combustíveis.
A segunda etapa é um desdobramento da primeira fase da Operação Sem Refino, deflagrada pela Polícia Federal em maio de 2026.
Na ocasião, os investigadores passaram a apurar a atuação de um grupo econômico ligado ao setor de combustíveis, suspeito de adotar práticas que teriam beneficiado a Refit, antiga Refinaria de Manguinhos.
Nesta nova fase, os trabalhos foram ampliados para investigar possíveis irregularidades relacionadas à obtenção de licenças ambientais e à movimentação de recursos que pode estar ligada ao esquema investigado.
Em nota assinada pelo advogado Carlo Luchione, a defesa de Cláudio Castro negou qualquer participação do ex-governador em irregularidades envolvendo a Refit.
Os advogados também afirmaram que o endereço em Petrópolis que foi alvo das buscas não possui ligação com Castro há meses.
A defesa informou ainda que não teve acesso ao conteúdo completo da investigação e aos elementos que embasaram a operação. Segundo a manifestação, os advogados aguardam acesso aos autos para apresentar uma posição mais detalhada sobre o caso.
A nota também afirma que os atos praticados por Cláudio Castro durante sua gestão seguiram critérios técnicos, jurídicos e administrativos previstos na legislação.
A investigação continua sob responsabilidade da Polícia Federal, com cumprimento das medidas determinadas pelo Supremo Tribunal Federal.
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