As obras de implantação do sistema de macrodrenagem de águas pluviais e pavimentação no bairro Macrina, em Alfredo Chaves, já ultrapassaram 90% de execução. O investimento é realizado pela prefeitura municipal com recursos de aproximadamente R$ 9,67 milhões do Fundo Cidades – Adaptação às Mudanças Climáticas, gerido pela Secretaria do Governo do Espírito Santo.
A intervenção é considerada estratégica para reduzir os riscos de enchentes e inundações em uma das áreas mais vulneráveis do município.
Antes da obra, uma vala atravessava o bairro passando sob diversas residências, dificultando serviços de manutenção e limpeza. Um laudo da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais apontava que a região apresentava níveis de risco alto (R3) e muito alto (R4) para enchentes e alagamentos.
Segundo informações da prefeitura, cerca de 3,2 mil pessoas serão beneficiadas diretamente pela obra, enquanto aproximadamente 8 mil moradores devem ser impactados de forma indireta.
A área contemplada inclui importantes estruturas públicas e comunitárias, como unidades escolares, prédios do Ministério Público, capela mortuária, igrejas, estabelecimentos comerciais e cerca de 500 residências.
O projeto contempla a construção de 848 metros de galerias pluviais de grande porte, além da implantação de rede de captação de esgoto e pavimentação com blocos pré-moldados de concreto do tipo Pavi-S.
As melhorias estão sendo executadas nas ruas Dona Macrina, Carlos Soares Pinto, Expedicionário Osvaldo Saudino e Luiz Villar.
Piscinão e espaço comunitário
Outro destaque da obra é a construção de um piscinão destinado à captação das águas pluviais transportadas pelas novas redes de drenagem.
Sobre a estrutura, foi criado um espaço que poderá ser utilizado pela comunidade para convivência e atividades coletivas.
O secretário de Estado do Governo, Pedro Caçador Neto, destacou que o investimento integra o Programa Capixaba de Mudanças Climáticas e beneficia municípios de diferentes regiões do estado.
“Com as obras no bairro Macrina, protegemos a vida e os bens patrimoniais da população, reduzindo os riscos de alagamentos e inundações”, afirmou o secretário.
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