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MST ocupa área da Samarco no Espírito Santo com cerca de 300 famílias e pressiona por reforma agrária

Ação ocorreu no município de Anchieta, no sul do Espírito Santo, durante a Jornada das Mulheres Sem Terra e cobra assentamentos rurais e reparação por impactos da mineração.

redação Por redação
12/03/2026 - 17:36
em Cidade
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Famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocupam área da mineradora Samarco em Anchieta, no sul do Espírito Santo, durante mobilização nacional da Jornada das Mulheres Sem Terra por reforma agrária e justiça ambiental.

📸Divulgação / MST

Cerca de 300 famílias ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocuparam uma área pertencente à mineradora Samarco no município de Anchieta, localizado no sul do Espírito Santo. A mobilização ocorreu durante a Jornada das Mulheres Sem Terra, movimento nacional que reúne ações simultâneas em diferentes estados do país.

Segundo o movimento, a área ocupada possui aproximadamente 5 mil hectares e representa, na avaliação dos manifestantes, um exemplo de concentração fundiária na região. A ocupação busca pressionar o poder público a avançar em políticas de reforma agrária e garantir o assentamento de famílias que vivem em acampamentos no estado.

A mobilização também tem forte presença feminina. Muitas das participantes são trabalhadoras rurais que defendem políticas de proteção às mulheres do campo e denunciam a violência contra mulheres tanto nas áreas rurais quanto nas cidades.

Durante a ocupação, parte dos manifestantes iniciou a montagem de um acampamento às margens da rodovia ES-16. Enquanto alguns organizavam a infraestrutura do local, outros realizavam atos e manifestações para chamar a atenção das autoridades. Equipes da Polícia Ambiental acompanharam a movimentação na região.

Além da pauta agrária, o movimento também citou os impactos ambientais da mineração e voltou a cobrar responsabilização pelo rompimento da barragem de Fundão, ocorrido em 2015 no município de Mariana, em Minas Gerais. O desastre atingiu o Rio Doce e provocou danos ambientais e sociais em comunidades de Minas Gerais e do Espírito Santo.

De acordo com o MST, o estado possui cerca de 3,5 mil famílias assentadas pela reforma agrária e aproximadamente 1,5 mil famílias ainda vivem em acampamentos aguardando acesso à terra.

Os manifestantes afirmam que pretendem permanecer na área enquanto buscam abrir negociações com o governo federal e com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). A intenção é discutir a destinação da área para projetos de agricultura familiar e agroecologia.

Até o momento, a mineradora Samarco informou que acompanha a situação e que acionou os órgãos competentes para lidar com a ocupação.

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Tags: #AgriculturaFamiliar#AnchietaES#ConflitoNoCampo#DesastreDeMariana#DireitosDasMulheres#EspíritoSanto#JornadaDasMulheresSemTerra#Mineração#MovimentoSemTerra#QuestãoAgrária#ReformaAgrária#RioDoceBrasilMSTSamarco
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