O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), por meio da Promotoria de Justiça de Montanha, denunciou Antônio Marcos Arcendino da Silva pelos crimes de latrocínio e ocultação de cadáver. As imputações foram apresentadas em concurso material, o que significa que os dois delitos são analisados separadamente e têm suas penas somadas em caso de condenação.
A denúncia foi recebida pela Justiça, que tornou o investigado réu pelos crimes, conforme decisão proferida em 18 de novembro de 2025. Diante da gravidade dos fatos, do risco à ordem pública, da possibilidade de fuga e de interferência na produção de provas, o Judiciário acolheu o pedido do Ministério Público e converteu a prisão temporária em prisão preventiva. Assim, o acusado permanecerá preso durante o andamento do processo.
A decisão também destacou o risco concreto à instrução processual, devido à proximidade do réu com testemunhas e ao histórico de intenção de fuga registrado nos autos.
Entenda o caso
De acordo com a investigação, o crime ocorreu em 24 de setembro de 2025 e teve como vítima Vilma Costa Binda, de 80 anos. As apurações apontam que o acusado teria premeditado a ação, desligando a energia da propriedade para neutralizar as câmeras de segurança. Em seguida, teria atraído a idosa até uma área de pastagem e desferido um golpe pelas costas com um pedaço de madeira, seguido de outras agressões.
O objetivo, segundo o MPES, seria ocultar furtos anteriores de gado da vítima, posteriormente localizados pela polícia. A decisão judicial destaca provas como laudos periciais, depoimentos e a confissão extrajudicial do acusado.
Antônio Marcos Arcendino trabalhava havia cerca de 45 dias na propriedade de Vilma Costa e já tinha prestado serviços anteriormente. Testemunhas, incluindo a ex-companheira e o ex-sogro do investigado, relataram ter ouvido a confissão direta do crime após sua ocorrência.
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