A professora Monique Medeiros da Costa e Silva, ré pela morte do filho Henry Borel, se entregou à polícia nesta segunda-feira (20) na 34ª Delegacia de Polícia (Bangu), na zona oeste do Rio de Janeiro. A nova prisão foi determinada pelo Supremo Tribunal Federal na última semana.
Após se apresentar, Monique foi encaminhada ao Instituto Penal Oscar Stevenson, em Benfica, onde passará por exame de corpo de delito e audiência de custódia. Em seguida, será transferida novamente para a Penitenciária Talavera Bruce, no Complexo de Gericinó.
A ré havia sido solta em março, após decisão da juíza Elizabeth Machado Louro, que concedeu o relaxamento da prisão depois do adiamento do julgamento. O processo envolve também o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, acusado de participação no crime.
Na última sexta-feira, o ministro Gilmar Mendes restabeleceu a prisão preventiva de Monique, atendendo a pedido da Procuradoria-Geral da República, após manifestação do pai da criança, Leniel Borel.
Relembre o caso
O caso ocorreu em março de 2021, quando Henry, de 4 anos, foi levado ao hospital já sem vida. Inicialmente, foi relatado um acidente doméstico, mas exames do Instituto Médico Legal apontaram múltiplas lesões decorrentes de violência.
As investigações da Polícia Civil indicaram que o menino sofria agressões recorrentes. O Ministério Público denunciou Jairinho por homicídio qualificado e Monique por homicídio e omissão de socorro.
Defesa
Segundo o advogado Hugo Novais, a ré se apresentou voluntariamente em cumprimento à decisão judicial. A defesa informou que apresentou recursos ao STF e pretende recorrer novamente, pedindo a reavaliação da prisão.
O advogado afirmou ainda que o julgamento deve ocorrer em maio e que a defesa confia na absolvição de Monique. Também estuda levar o caso à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, alegando violação de direitos.
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