Entre as campanhas de saúde realizadas no mês de janeiro está o Janeiro Verde, voltado à conscientização e à prevenção do Papilomavírus Humano (HPV). Considerada uma das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) mais comuns no mundo, o HPV é o principal responsável pelos casos de câncer de colo do útero, uma das maiores causas de morte entre mulheres que não completaram o esquema vacinal contra o vírus.
Em Vitória, a Secretaria Municipal de Saúde (Semus) reforça, ao longo de todo o ano, a importância da vacinação e do diagnóstico precoce como principais formas de proteção contra o HPV e suas consequências. A estratégia inclui exames de rastreamento indicados para a população-alvo, entre 25 e 64 anos, além de orientações, apoio ao diagnóstico e tratamento ofertados nas unidades de saúde do município.
A vacina contra o HPV é uma das formas mais eficazes de prevenção e está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para meninas e meninos de 9 a 14 anos. A imunização realizada antes do início da vida sexual garante maior proteção contra os tipos do vírus associados ao desenvolvimento do câncer.
Além da vacinação, a campanha alerta para a importância do uso de preservativos, que ajudam a reduzir o risco de transmissão do HPV e de outras ISTs, e reforça a necessidade de exames preventivos, como o Papanicolau e o teste molecular do HPV, fundamentais para a detecção precoce de alterações no colo do útero.
“O autocuidado vai muito além de uma consulta médica ou do uso de medicações. A prevenção é uma das formas mais seguras de garantir o equilíbrio funcional do corpo e se antecipar a possíveis problemas. O autocuidado feminino envolve práticas que favorecem o bem-estar físico, mental, emocional e social”, destacou a médica da Área Técnica da Saúde da Mulher em Vitória, Fabiana Fafá.
Na capital capixaba, a vacinação contra o HPV é ofertada nas Unidades Básicas de Saúde, mediante agendamento, em campanhas de saúde e, em alguns casos, em ações realizadas nas escolas.
Fazem parte do público-alvo da imunização pelo SUS meninos e meninas de 9 a 14 anos, com esquema de dose única; pessoas imunocomprometidas de 9 a 45 anos, como pessoas vivendo com HIV/Aids, transplantados e pacientes oncológicos, que recebem três doses; vítimas de violência sexual de 9 a 45 anos; e pacientes a partir de 2 anos com Papilomatose Respiratória Recorrente (PRR).
Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de colo do útero é o terceiro tipo de tumor mais frequente entre as mulheres no Brasil, atrás apenas do câncer de mama e do colorretal, e a quarta causa mais comum de morte feminina por câncer no país. O diagnóstico precoce e a vacinação seguem como as principais estratégias para reduzir esses números.
Compartilhe esta reportagem do Giro Capixaba, o melhor site de notícias do Espírito Santo.
Siga o GIRO CAPIXABA no Instagram


