O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, afirmou nesta terça-feira (16) que o governo federal está à disposição de São Paulo para colaborar na investigação do assassinato do ex-delegado-geral da Polícia Civil paulista, Ruy Ferraz Fontes, morto a tiros em Praia Grande (SP) na noite de segunda-feira (15).
Segundo Lewandowski, a Polícia Federal (PF) e o Banco Nacional de Perfis Genéticos podem auxiliar tecnicamente a apuração, embora a investigação seja conduzida pelas polícias estaduais. “Estamos à inteira disposição, como coadjuvantes, pois neste momento, a investigação está a cargo das valorosas polícias estaduais”, afirmou.
Fontes, que chefiou a Polícia Civil de São Paulo entre 2019 e 2022, tinha mais de 40 anos de carreira e foi responsável por operações contra o Primeiro Comando da Capital (PCC). Desde 2023, ocupava a Secretaria de Administração de Praia Grande.
O ex-delegado foi vítima de uma emboscada: após perseguição, criminosos armados com fuzis interceptaram seu carro e dispararam várias vezes antes de fugir. O crime ocorreu em uma região próxima à prefeitura e ao fórum municipal.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que equipes estão em campo com apoio de ferramentas de inteligência para identificar os autores. O policiamento foi reforçado em toda a Baixada Santista.
O assassinato teve forte repercussão no Congresso durante audiência da PEC da Segurança Pública. Parlamentares classificaram o crime como brutal e covarde, pedindo resposta rápida das autoridades.
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