A Polícia Civil investiga uma organização criminosa suspeita de envolvimento em fraudes bancárias que provocaram prejuízos de R$ 1,27 milhão no interior paulista. De acordo com as apurações realizadas em Presidente Venceslau, o grupo teria recorrido a cerca de 2,7 mil linhas telefônicas para entrar em contato com vítimas e aplicar os golpes.
Um dos casos investigados envolve um idoso de 80 anos, que perdeu R$ 180 mil depois de receber uma abordagem de criminosos que fingiam trabalhar para um banco. Os suspeitos alegaram que havia um problema com a conta e conseguiram convencer o homem a realizar uma transferência que não deveria ter sido feita.
A investigação resultou em uma operação com cinco mandados de busca e apreensão. As equipes atuam em Poá e Embu das Artes, na região metropolitana de São Paulo, e também em Planaltina, no estado de Goiás, e em Brasília, no Distrito Federal.
Para tentar recuperar o valor perdido pelo idoso, a Justiça determinou o bloqueio de bens e recursos financeiros até o limite de R$ 180 mil. O delegado Edmar Caparroz, que coordena os trabalhos, informou que a prioridade é aprofundar as investigações, esclarecer a participação dos suspeitos e verificar se outras pessoas foram prejudicadas pelo esquema.
Os policiais buscam documentos, aparelhos celulares, computadores e outros elementos que possam fornecer pistas sobre a atuação do grupo. O material recolhido deverá auxiliar na análise das comunicações e na identificação de possíveis envolvidos.
Atenção aos contatos suspeitos
Muitos golpes financeiros começam com uma abordagem convincente. Na chamada engenharia social, os criminosos exploram o medo e a preocupação para fazer a vítima acreditar que precisa agir imediatamente. O argumento de que uma conta está sob risco é frequentemente usado para pressionar a pessoa a fornecer informações ou movimentar dinheiro.
No golpe do falso funcionário bancário, o contato pode ocorrer por ligação, e-mail ou WhatsApp. O criminoso afirma ter detectado uma transação irregular e oferece uma suposta solução, mas as orientações podem levar à entrega de dados sigilosos ou à transferência de valores para terceiros.
Para evitar prejuízos, a orientação é não compartilhar senhas, códigos de autenticação ou informações bancárias com pessoas que entram em contato inesperadamente. Também é importante não fazer transferências por solicitação de supostos funcionários. A confirmação deve ser feita diretamente com a instituição financeira, por meio de seus canais oficiais.
O Banco Central oferece o BC Protege+, serviço que permite informar que o cidadão não deseja abrir contas ou ser incluído em determinadas operações de abertura de contas, de acordo com as opções disponíveis. Outra ferramenta é o Registrato, que reúne relatórios para consultar relacionamentos com instituições financeiras, operações de crédito e informações relacionadas a chaves Pix.
Esses recursos podem ajudar a detectar movimentações ou vínculos financeiros desconhecidos. Se houver suspeita de fraude, a pessoa deve comunicar o banco imediatamente, registrar a ocorrência policial e preservar comprovantes, mensagens, números de telefone e outros dados que possam contribuir para a investigação.
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