Neste sábado (3), o Dia Nacional das Abelhas chama a atenção para a importância desses pequenos insetos na preservação do meio ambiente e na produção de alimentos. Em Vitória, a Prefeitura aproveita a data para incentivar a população a conhecer melhor as diferentes espécies e entender por que a proteção das abelhas é importante para o equilíbrio dos ecossistemas.
A ação é realizada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmam) com o lema “Antes de temer, conheça. Antes de eliminar, proteja”. A proposta é ampliar o conhecimento da população sobre as abelhas e mostrar que esses animais desempenham uma função essencial na natureza, especialmente por meio da polinização.
Um dos locais que permitem esse contato mais próximo é o Refúgio de Vida Silvestre (Revis) da Mata Paludosa, em Jardim Camburi. O espaço possui um meliponário destinado à criação e observação de abelhas nativas sem ferrão, que também são utilizadas em atividades de educação ambiental desenvolvidas no local.
Entre as espécies mantidas no espaço estão a jataí-amarela, conhecida cientificamente como Tetragonisca angustula, e a uruçu-amarela, Melipona mondury. Também fazem parte do grupo das abelhas nativas sem ferrão espécies como mandaçaia, mandaguari, iraí e uruçu. Nessas abelhas, o ferrão é atrofiado e não funciona para ferroar.
A campanha também busca esclarecer que existem diferentes tipos de abelhas. A Apis mellifera, conhecida pela produção de mel e encontrada em diversas regiões do Brasil, não é uma espécie nativa e possui ferrão. Apesar das diferenças, ela também exerce importante função na polinização das plantas.
Quando visitam as flores para coletar alimento, as abelhas transportam o pólen de uma planta para outra. Esse processo favorece a reprodução dos vegetais e contribui para o surgimento de frutos e sementes. Dessa forma, a atividade desses insetos está diretamente relacionada à manutenção da vegetação, à biodiversidade e à produção de alimentos.
Na Mata Atlântica, as abelhas nativas estão entre os grupos de polinizadores que contribuem para a reprodução de diversas espécies de plantas. A conservação desses animais, portanto, ajuda a preservar uma cadeia ambiental que envolve vegetação, outros animais, alimentos e o funcionamento dos ecossistemas.
Além da conservação, o meliponário também funciona como espaço de aprendizado. Crianças, adultos e moradores podem observar as colônias e conhecer melhor o comportamento das espécies nativas. A iniciativa pretende transformar o contato com as abelhas em uma oportunidade de aprendizado e incentivar atitudes de proteção.
Moradores, síndicos e representantes de condomínios da região podem conhecer o meliponário do Revis da Mata Paludosa e acompanhar de perto as atividades de educação ambiental. As ações são coordenadas pela Gerência de Educação Ambiental da Semmam, por meio do Centro de Educação Ambiental (CEA) Mata Paludosa, em parceria com a Associação de Meliponicultores Capixabas do Espírito Santo (Amecap-ES).
Serviço:
- Refúgio de Vida Silvestre (Revis) da Mata Paludosa
- Endereço: Avenida Eugênio Pacheco de Queiroz, Jardim Camburi, no antigo Parque da Fazendinha.
- Funcionamento: de terça-feira a domingo, das 8h às 17h30.
Compartilhe este conteúdo do Giro Capixaba, o melhor site de notícias do Estado do Espírito Santo.
Siga o GIR0 CAPIXABA no Instagram


