O Dia do Idoso, celebradona última quarta-feira (1º), reforça a importância de valorizar a terceira idade e de ampliar o debate sobre envelhecimento ativo e saudável. Em Vitória, a população com 65 anos ou mais já corresponde a 20,07% dos moradores, segundo o Censo 2022, o maior percentual da Região Metropolitana da Grande Vitória.
Exemplo de vitalidade, a aposentada Jaldecira Almeida, de 90 anos, participa ativamente das atividades no Centro de Convivência de Santo Antônio, da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas). “É maravilhoso. Faço parte do grupo Vida Nova desde 1992, quando me aposentei, e não abro mão desse convívio”, conta.
A também aposentada Geralda Pereira César, 91, reforça como os espaços voltados para a chamada “melhor idade” fazem diferença em sua rotina. “Participo das rodas de conversa, artesanato e bordados. Temos uma convivência linda e muitas amizades”, diz.
Centros de Convivência e serviços domiciliares
A coordenadora do Centro de Convivência, Jizelly Sacht Damascena Gomes, destaca a relevância das ações. “É essencial sensibilizar a sociedade para a questão do envelhecimento e oferecer espaços de socialização, participação e promoção da autoestima dos idosos”, explica.
Além dos Centros de Convivência, a Prefeitura de Vitória mantém programas específicos para atender a essa população. Entre eles, o Serviço de Atendimento no Domicílio (SAD), voltado a idosos e pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade, e o Serviço Especializado de Acompanhamento Domiciliar (Sead), que acompanha casos de risco pessoal e social por violações de direitos.
O Cras (Centro de Referência em Assistência Social) e o Creas (Centro de Referência Especializado) também atuam na rede de apoio, garantindo acesso a benefícios, fortalecimento de vínculos familiares e acompanhamento direto em residências.
Histórias de superação e acolhimento
Aos 97 anos, Lindinalva Silva elogia o atendimento recebido: “Sou acompanhada pelo Cras, que me traz alegria e companhia. Mesmo com a idade avançada, sou saudável e independente, com muita fé em Deus”.
Outro exemplo é o de Edivaldo da Silva Ramos, 67, que encontrou apoio nos serviços após enfrentar problemas de saúde. “Passei por seis cirurgias no joelho e o Centro de Convivência esteve ao meu lado. É a união que fortalece”, afirma.
Com programas sociais, atendimentos especializados e espaços de convivência, Vitória busca assegurar à população idosa mais qualidade de vida, inclusão e autonomia.
Compartilhe este conteúdo do Giro Capixaba, o melhor site de notícias do Estado do Espírito Santo.
Siga o GIRO CAPIXABA no Instagram





