Uma troca de cartas se transformou em uma experiência de intercâmbio entre estudantes de duas escolas municipais do Espírito Santo. A iniciativa reuniu alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Adelvani Sysesmundo Ferreira de Azevedo, em Jardim Camburi, Vitória, e da Escola Municipal de Ensino Infantil Pluridocente e Ensino Fundamental (EMPEIEF) de Goiapaba-Açú, na zona rural de Santa Teresa.
A atividade ocorreu no dia 13 de agosto e faz parte do projeto “Entre Cartas e Canteiros”. A proposta começou com mensagens enviadas pelos Correios e despertou nos estudantes o interesse em conhecer mais sobre a realidade dos colegas.
Nas cartas, os alunos compartilharam curiosidades sobre a rotina escolar, os costumes, os espaços de aprendizagem, as comunidades e as diferentes formas de viver e trabalhar. O contato despertou o desejo de transformar a correspondência em uma experiência presencial.
Durante a visita à escola de Goiapaba-Açú, os estudantes conheceram a história da instituição, a organização das atividades e as características de uma unidade que funciona no modelo pluridocente.
A programação também permitiu contato com experiências ligadas à agricultura familiar. Os alunos conheceram a horta educativa e aprenderam sobre o cultivo de buchas utilizadas em atividades relacionadas ao manejo e à proteção das nascentes responsáveis pelo abastecimento da escola.
Além do aprendizado sobre o cotidiano rural, o encontro possibilitou que os estudantes percebessem diferenças e semelhanças entre as duas comunidades escolares.
A atividade ganhou ainda um significado especial para a educação inclusiva. Para a professora de Educação Especial Larissa Marques, a visita permitiu ampliar as experiências dos alunos para além do ambiente escolar.
Segundo a professora, o encontro possibilitou que um estudante participasse de uma experiência significativa, considerando suas necessidades, seus limites e sua maneira particular de interagir, ao mesmo tempo em que fortaleceu a convivência com os demais colegas.
Larissa também destacou o acolhimento observado entre as crianças durante o intercâmbio. Para ela, o contato entre as turmas mostrou como a inclusão pode ser construída nas relações cotidianas.
A experiência permitiu que os estudantes reconhecessem características, preferências e necessidades dos colegas de outra escola, reforçando valores como respeito, convivência e diversidade.
O projeto “Entre Cartas e Canteiros” mostrou que uma forma tradicional de comunicação pode se transformar em ferramenta de aprendizagem e aproximação.
A partir das cartas, os estudantes conheceram outras formas de viver, estudar e trabalhar e, posteriormente, tiveram a oportunidade de experimentar presencialmente parte daquela realidade.
A iniciativa uniu comunicação, educação, inclusão e conhecimento sobre diferentes territórios, aproximando duas comunidades escolares por meio da curiosidade e do diálogo.
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