O Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro realizou 1.167 salvamentos em apenas dois dias nas praias da capital fluminense. Os atendimentos ocorreram entre 7h da quarta-feira (31) e 19h de quinta-feira (1º), período marcado por forte ressaca e mar agitado em toda a orla.
De acordo com os dados da corporação, a praia com maior número de ocorrências foi Ipanema, com 399 resgates, seguida de Copacabana (396) e Leme (239). Também foram registrados salvamentos no Arpoador (59), Leblon e Praia do Diabo (32), São Conrado (8) e nas praias do Pepino e Vidigal (1).
Segundo o porta-voz dos bombeiros, tenente-coronel Fábio Contreiras, a ressaca que atingiu o litoral carioca foi um dos principais fatores para o aumento expressivo das ocorrências. Ele destacou ainda a desobediência dos banhistas às orientações dos guarda-vidas e às bandeiras de sinalização, que indicam condições perigosas para o banho de mar.
Esse cenário resultou em um número muito superior ao registrado no Réveillon anterior, quando apenas 29 salvamentos foram contabilizados.
“A grande diferença é que agora tivemos uma condição de mar extremamente agitado”, explicou Contreiras.
Buscas por adolescente continuam
Desde o fim da manhã da última quarta-feira (31), o Corpo de Bombeiros mantém as buscas por um adolescente de 14 anos, morador de Campinas (SP), que foi arrastado pela correnteza na Praia de Copacabana. O jovem estava próximo à faixa de areia quando foi atingido pela força das ondas, que chegaram a 2,5 metros de altura.
As operações de busca contam com um posto de comando montado em frente ao Posto 2, além da atuação de militares com motos aquáticas, embarcações com botes infláveis, drones, helicópteros e mergulhadores especializados.
De acordo com o tenente-coronel, os mergulhos subaquáticos são orientados por sonar, que identifica possíveis objetos no fundo do mar compatíveis com o tamanho de um corpo humano.
“Esse é o único caso de busca ativa por afogamento nas praias do Rio neste momento”, afirmou Contreiras.
O porta-voz reforçou o alerta sobre os riscos de permanecer na arrebentação durante períodos de mar agitado, situação que dificulta a saída da água e pode resultar em afogamentos.
“Esse é um aviso constante feito pelos guarda-vidas, inclusive com uso de apitos, para alertar os banhistas a saírem do mar antes que ocorra um acidente”, concluiu.
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