A segunda fase da Operação Caixa de Pandora aprofundou as investigações sobre supostos crimes de corrupção, extorsão e violação de sigilo funcional envolvendo agentes públicos na Região Serrana do Espírito Santo.
A ofensiva foi conduzida pelo Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), por meio da Promotoria de Justiça de Venda Nova do Imigrante, com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em conjunto com a Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), por meio da Corregedoria Geral da instituição.
A operação teve como foco a coleta de novas provas para fortalecer a apuração em andamento. Durante as diligências, equipes apreenderam aparelhos celulares e documentos considerados relevantes para as próximas etapas da investigação.
No município de Afonso Cláudio, investigadores cumpriram mandado de busca e apreensão na residência de uma policial civil lotada em Venda Nova do Imigrante. Além da medida judicial, também foi determinado o afastamento cautelar da servidora de suas funções públicas pelo prazo de 180 dias.
Segundo os órgãos responsáveis, o material recolhido passaria por análise técnica da Corregedoria Geral da Polícia Civil, tanto no campo criminal quanto na esfera administrativa disciplinar. A expectativa era reunir elementos que permitissem esclarecer o grau de participação de cada investigado e a extensão das irregularidades apuradas.
Mandados judiciais expedidos pela Vara Única de Itarana também foram cumpridos em outras cidades da região, em busca de informações complementares para a instrução do procedimento investigativo.
De acordo com as autoridades, a Operação Caixa de Pandora integra um trabalho mais amplo de combate à corrupção policial e de fortalecimento dos mecanismos de controle interno. A apuração também buscava alcançar os desdobramentos finais de uma organização criminosa suspeita de envolvimento em crimes graves, como homicídios, extorsão, comércio ilegal de armas, roubos e furtos em municípios da Região Serrana.
Em nota divulgada à época, a Polícia Civil do Espírito Santo informou que todas as diligências foram realizadas dentro da legalidade e reafirmou o compromisso com a transparência e com a completa elucidação dos fatos relacionados à conduta dos investigados.
O nome dos alvos da operação não foi divulgado oficialmente.
*Compartilhe esta reportagem do Giro Capixaba, o melhor site de notícias do Espírito Santo.
Siga o GIRO CAPIXABA no Instagram

