A TV Brasil alcançou a liderança entre os perfis de instituições federais analisados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) durante o período de defeso eleitoral. A emissora pública da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) ficou em primeiro lugar em interações e visualizações no Instagram e também liderou as interações no YouTube. Na última semana de setembro, a TV Brasil ainda ultrapassou a marca de 2 milhões de seguidores no Instagram, reforçando sua presença nas redes sociais.
O levantamento comparou o desempenho das plataformas entre 4 de julho e 20 de setembro de 2026 com o período anterior, de 16 de abril a 3 de julho. Mesmo com as restrições impostas pela legislação eleitoral, incluindo a limitação de comentários, a emissora manteve uma ampla circulação de conteúdos. No Instagram, foram 9,5 milhões de interações e 138,4 milhões de visualizações, enquanto no YouTube foram 1,05 milhão de interações e 25,1 milhões de visualizações.
O estudo também aponta o crescimento da base digital da TV Brasil. Durante o período analisado, o número de seguidores no Instagram aumentou 7,3%, enquanto no YouTube houve alta de 1,77%. Entre os 18 canais de televisão avaliados, a emissora permaneceu entre os dez perfis de maior engajamento nas duas plataformas. No Instagram, ficou na 9ª posição, enquanto no YouTube também ocupou a 9ª colocação, demonstrando estabilidade diante da concorrência de grandes grupos nacionais e canais especializados.
Um dos principais responsáveis pelo desempenho foi o programa Sem Censura, apresentado por Cissa Guimarães. A atração respondeu por 72,4% do engajamento do ecossistema EBC durante o defeso eleitoral, com 7,9 milhões de interações. No Instagram, o engajamento médio das publicações relacionadas ao programa cresceu 5,2%, enquanto os conteúdos sobre a atração tiveram aumento de 12,2% nas visualizações no YouTube em comparação com o período anterior.
O desempenho ganhou ainda mais relevância porque ocorreu em um período de restrições à comunicação institucional. Segundo Fernando Miranda, superintendente de Comunicação Digital e Mídias Sociais da EBC, a estratégia adotada foi priorizar conteúdos de cultura, entretenimento, jornalismo e serviço. A proposta, de acordo com ele, foi tratar as redes sociais como veículos de comunicação com linguagem e rotina próprias, e não apenas como vitrines para divulgar o conteúdo produzido pela emissora.
O Sem Censura também ampliou sua presença fora dos perfis oficiais da TV Brasil. Recortes de entrevistas e momentos marcantes do programa passaram a circular em páginas de entretenimento, alcançando públicos interessados em televisão e cultura. Entre os temas que despertam maior repercussão estão assuntos relacionados ao cotidiano, como machismo, luto, envelhecimento e racismo, além de lembranças e personagens que fazem parte da história da televisão brasileira.
No Instagram, a TV Brasil avançou da segunda para a primeira posição entre as instituições federais nos indicadores de interações e visualizações. Antes do defeso, o perfil registrava 11,4 milhões de interações e 139,2 milhões de visualizações. No YouTube, a emissora passou da segunda para a primeira colocação em engajamento, superando 1 milhão de interações, enquanto ficou em quarto lugar em visualizações, com mais de 25 milhões de acessos.
Para a EBC, os resultados refletem o trabalho integrado entre as equipes de comunicação digital, programação, produção e jornalismo. A estratégia de distribuição dos conteúdos busca identificar trechos capazes de despertar a atenção do público e estimular a circulação orgânica nas plataformas. Mesmo sem impulsionamento pago, a TV Brasil se manteve entre os dez canais de televisão de maior engajamento analisados pela FGV, ao lado de grandes emissoras comerciais, consolidando o espaço da comunicação pública no ambiente digital.
Compartilhe este conteúdo do Giro Capixaba, o melhor site de notícias do Estado do Espírito Santo.
Siga o GIR0 CAPIXABA no Instagram





