Sete chefes da facção Comando Vermelho foram transferidos, nesta quarta-feira (12), para presídios federais de segurança máxima, após decisão da Vara de Execuções Penais (VEP) do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). A operação foi conduzida pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap-RJ) e contou com apoio da Polícia Federal e de forças de segurança estaduais.
O transporte dos presos foi feito sob um rigoroso esquema de segurança, coordenado pelo Serviço de Operações Especiais (SOE), pelo Grupo de Intervenção Tática (GIT) e pela Divisão de Busca e Recaptura (Recap), todos vinculados à Seap.
Os detentos foram retirados da Penitenciária Laércio da Costa Peregrino, conhecida como Bangu 1, unidade de segurança máxima localizada na zona oeste do Rio. De lá, seguiram até o Aeroporto Internacional do Galeão, na Ilha do Governador, de onde embarcaram em uma aeronave da Polícia Federal com destino a presídios federais — cujos locais não foram divulgados por razões de segurança.
Segundo nota do governo do estado, todos os transferidos têm condenações por tráfico de drogas e foram incluídos no sistema federal com base na Lei nº 11.671/2008, que regula a transferência de presos de alta periculosidade.
A medida faz parte da Operação Contenção, deflagrada no fim de outubro nos complexos do Alemão e da Penha. A ação resultou em 121 mortes e 113 prisões e busca enfraquecer o comando de facções que ainda operam dentro das penitenciárias fluminenses.
A secretária de Administração Penitenciária, Maria Rosa Nebel, destacou que a operação “é conduzida de forma técnica e integrada pela Seap, garantindo o equilíbrio do sistema prisional e a segurança da população fluminense”.
Ela acrescentou que a integração entre as forças de segurança é essencial para preservar a estabilidade do sistema penitenciário e reforçar a presença do Estado.
O governador Cláudio Castro afirmou que as transferências demonstram o compromisso do governo em fortalecer as políticas de segurança pública e impedir a atuação de organizações criminosas a partir dos presídios.
“É uma ação estratégica para preservar a ordem pública e assegurar a tranquilidade da população fluminense”, declarou o governador em nota oficial.
Os sete líderes transferidos e suas penas são:
- Arnaldo da Silva Dias, conhecido como Naldinho — 81 anos, 4 meses e 20 dias;
- Carlos Vinicius Lírio da Silva, o Cabeça de Sabão — 60 anos, 4 meses e 4 dias;
- Eliezer Miranda Joaquim, o Criam — 100 anos, 10 meses e 15 dias;
- Fabrício de Melo de Jesus, o Bicinho — 65 anos, 8 meses e 26 dias;
- Marco Antônio Pereira Firmino da Silva, o My Thor — 35 anos, 5 meses e 26 dias;
- Alexander de Jesus Carlos, o Choque — 34 anos e 6 meses;
- Roberto de Souza Brito, o Irmão Metralha — 50 anos, 2 meses e 20 dias.
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