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Receita reforça combate ao tráfico e ao comércio ilegal de madeira

Órgão amplia uso de inteligência de dados e cooperação internacional para identificar drogas ocultas em cargas de exportação e combater crimes transnacionais.

redação Por redação
30/07/2026 - 14:45
em Brasil
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Receita Federal fortalece fiscalização com inteligência e cooperação internacional para combater o tráfico de drogas e a madeira ilegal.

Imagem:Agência Gov /Via RFB

A Receita Federal anunciou que continuará ampliando os investimentos em inteligência de dados, gestão de riscos e cooperação internacional para fortalecer o combate ao narcotráfico e ao comércio ilegal de madeira. A estratégia busca impedir que organizações criminosas utilizem as cadeias logísticas do comércio exterior para ocultar drogas em mercadorias destinadas à exportação.

Segundo o órgão, os criminosos têm adotado métodos cada vez mais sofisticados para esconder entorpecentes em diferentes tipos de cargas, exigindo o aperfeiçoamento constante das técnicas de fiscalização e do compartilhamento de informações com autoridades nacionais e estrangeiras.

Nos últimos anos, a Receita Federal realizou diversas operações que impediram o envio de drogas e produtos de origem ilegal ao exterior.

Em 2025, uma ação conjunta com o Ibama resultou na apreensão de 75 toneladas de madeira da espécie ipê no Porto de Pecém, no Ceará. A carga seria exportada para os Estados Unidos e foi identificada como proveniente de extração irregular. A fiscalização foi reforçada após a exigência de controles adicionais previstos pela Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES).

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Também em maio de 2025, fiscais localizaram 156 quilos de cocaína escondidos em uma carga de madeira no Porto de Paranaguá, no Paraná, que seguiria para a Austrália.

No mês seguinte, uma operação no Porto de Santos apreendeu 1,5 tonelada de cocaína ocultada em uma carga de papel destinada ao mercado externo.

Ainda em 2025, outra ação realizada no complexo portuário de Itajaí e Navegantes interceptou 300 garrafas de refrigerante que continham cocaína líquida e seriam exportadas para a Eslovênia.

Já em dezembro do mesmo ano, a Receita registrou a maior apreensão de cocaína já realizada em aeroportos brasileiros. Aproximadamente 1,2 tonelada da droga foi encontrada escondida em móveis no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins.

Em março de 2026, uma nova operação no Porto de Paranaguá resultou na apreensão de 226 quilos de cocaína ocultos em um contêiner de madeira pinus com destino à Itália.

De acordo com a Receita Federal, o avanço das técnicas utilizadas pelas organizações criminosas levou ao desenvolvimento de novos métodos de fiscalização.

Entre eles está a identificação da chamada cocaína negra, produzida a partir da mistura da droga com carvão ativado e outros produtos químicos para dificultar sua detecção por cães farejadores e testes convencionais.

Outro desafio enfrentado pelos fiscais é a cocaína líquida, dissolvida em solventes ou água para facilitar o transporte clandestino. Nesses casos, a seleção das cargas ocorre por meio de sistemas de inteligência e gestão de riscos que identificam operações com indícios de irregularidades.

A Receita Federal também destacou os resultados da Operação Timber Shield, iniciativa baseada no intercâmbio de informações entre a aduana brasileira e autoridades dos Estados Unidos, Bolívia e Chile.

Durante a operação, uma grande carga de madeira foi retida preventivamente após informações de inteligência indicarem possível contaminação por entorpecentes. Testes preliminares realizados por equipes brasileiras e bolivianas apontaram indícios da presença de substâncias ilícitas, levando ao acionamento imediato da Polícia Federal.

Posteriormente, exames periciais realizados pela Polícia Federal em Cáceres, no Mato Grosso, descartaram a presença de drogas na carga. Já a investigação referente ao material retido em Corumbá, no Mato Grosso do Sul, continua em andamento, com análises do Instituto Nacional de Criminalística (INC), acompanhamento do Ministério Público Federal e participação da Receita Federal.

A instituição afirmou que considera natural que parte das suspeitas investigadas não seja confirmada após as perícias, ressaltando que isso não compromete a importância das ações preventivas de fiscalização.

Segundo o órgão, a atuação aduaneira é baseada em informações de inteligência e em protocolos internacionais, sendo indispensável que todo indício consistente seja apurado pelas autoridades competentes.

A Receita também informou que não divulga detalhes sobre técnicas de inteligência, critérios de gestão de risco ou procedimentos operacionais para preservar a eficiência das investigações e das ações de combate ao crime organizado.

Ao reafirmar o compromisso com a segurança das operações de comércio exterior, o órgão destacou que continuará atuando de forma integrada com instituições brasileiras e estrangeiras para impedir o tráfico de drogas, a extração ilegal de madeira e outras práticas criminosas.

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Tags: #ComércioExterior#CrimeOrganizado#FiscalizaçãoAduaneira#MadeiraIlegal#OperaçãoTimberShield#PolíciaFederal#ReceitaFederal#SegurançaPública#TráficodeDrogasBrasil
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