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Programa Brasil Contra o Crime Organizado registra mais de 67 toneladas de drogas apreendidas em três semanas

Ações integradas mobilizaram mais de 9 mil agentes de segurança e resultaram em prisões, apreensão de armas, bloqueio de ativos e prejuízo bilionário para organizações criminosas.

redação Por redação
06/06/2026 - 18:26
em Brasil
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Programa Brasil Contra o Crime Organizado apreende mais de 67 toneladas de drogas, prende centenas de suspeitos e causa prejuízo superior a R$ 360 milhões às facções em apenas três semanas.

Imagem:Agência Gov/Via MJSP

Lançado há pouco mais de três semanas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, o Programa Brasil Contra o Crime Organizado já apresenta resultados expressivos em todo o país. Desde o início das operações, em 12 de maio, foram apreendidas mais de 67 toneladas de drogas, além de 639 armas de fogo, 26.875 munições, 1.013 veículos e a prisão de 473 pessoas.

Ao todo, 9.204 profissionais das forças de segurança participaram de 11 operações integradas realizadas em diversas regiões do Brasil. O programa conta com investimento previsto de R$ 11,1 bilhões e tem como foco o combate às organizações criminosas por meio da atuação coordenada entre União, estados e municípios.

A iniciativa atua em quatro eixos estratégicos: enfraquecimento financeiro das facções criminosas, retomada do controle dos presídios, aprimoramento das investigações de homicídios e combate ao tráfico e comércio ilegal de armas.

Dados divulgados pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) apontam que os R$ 30,4 milhões aplicados nas operações iniciais resultaram em um prejuízo estimado de R$ 361,3 milhões para organizações criminosas.

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O resultado representa aproximadamente R$ 12 em perdas para o crime organizado a cada R$ 1 investido pelo programa. Segundo o governo federal, o desempenho supera em mais de 250% a meta prevista para os primeiros 90 dias de execução.

Entre abril e maio, as ações conduzidas pela Senasp e pela Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi) também resultaram em 2.182 prisões em flagrante. Além disso, as operações possibilitaram o bloqueio judicial de R$ 436 milhões em ativos ligados a atividades criminosas.

Combate ao crime dentro dos presídios

Uma das frentes prioritárias do programa é o enfrentamento da atuação de facções criminosas dentro do sistema penitenciário.

A 11ª fase da Operação Mute mobilizou 4.042 policiais penais em 124 unidades prisionais brasileiras. Durante a ação, foram revistadas 3.728 celas e apreendidos 680 aparelhos celulares utilizados ilegalmente por detentos.

Desde o início da operação, em 2023, mais de 8,6 mil celulares já foram retirados das prisões brasileiras. Nesse período, mais de 38 mil policiais penais participaram das fiscalizações, que alcançaram mais de 37 mil celas em todo o país.

Polícia Federal intensifica ações

A Polícia Federal também apresentou resultados significativos dentro do programa. Apenas no mês de abril foram homologadas 128 operações, com 849 prisões em flagrante e 1.371 capturas realizadas por equipes especializadas.

Além disso, foram cumpridos 295 mandados de busca e apreensão. As ações resultaram em prejuízo financeiro estimado em R$ 272 milhões para grupos criminosos.

No mesmo período, a corporação apreendeu 160 armas de fogo, 4.563 munições, 5,6 toneladas de cocaína e 20,9 toneladas de maconha.

Ampliação da fiscalização nas fronteiras

As operações de combate ao crime organizado também foram ampliadas para todas as 27 unidades da Federação. Em comparação com o início de 2025, quando as ações estavam concentradas em apenas sete estados, houve significativa expansão da presença das forças de segurança.

Na Amazônia, o programa passou a atuar em sete regiões prioritárias, abrangendo 42 municípios distribuídos entre Acre, Amazonas, Pará, Maranhão, Mato Grosso do Sul e Paraná.

Parceria internacional fortalece combate ao tráfico

O fortalecimento da cooperação internacional também integra a estratégia do programa. Durante agenda oficial em Assunção, o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, reuniu-se com Jalil Rachid para ampliar as ações conjuntas de enfrentamento ao tráfico de drogas nas regiões de fronteira.

A parceria inclui a Operação Nova Aliança, desenvolvida desde 2012 entre a Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai e a Polícia Federal brasileira. Ao longo dos anos, a iniciativa resultou na destruição de 1.218 acampamentos utilizados para cultivo ilícito, na eliminação de mais de 11 milhões de quilos de maconha e em prejuízo estimado de R$ 1,6 bilhão às organizações criminosas.

Durante encontros realizados no âmbito do Mercosul, o ministro destacou a importância da integração regional no enfrentamento às redes criminosas transnacionais e defendeu o fortalecimento da cooperação entre os países do bloco para ampliar a segurança nas fronteiras e combater atividades ilegais.

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