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Prazo para adesão à política de educação indígena termina na sexta-feira (28)

Municípios têm até 28 de novembro para confirmar participação na Política Nacional de Educação Escolar Indígena, que valoriza culturas, línguas e saberes tradicionais nas escolas.

redação Por redação
24/11/2025 - 15:41
em Brasil
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Termina na sexta (28) o prazo para adesão à Política Nacional de Educação Escolar Indígena. Iniciativa do MEC reforça oferta de ensino específico e intercultural, com benefícios como recursos, formação docente e apoio pedagógico.

Imagem:Divulgação/MEC

Os 46 municípios que ainda não aderiram à Política Nacional de Educação Escolar Indígena nos Territórios Etnoeducacionais (PNEEI-TEE) têm até sexta-feira (28/11) para confirmar participação. A adesão deve ser feita por meio da assinatura do termo disponível no Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec)

A iniciativa já reúne todos os estados e 394 dos 440 municípios elegíveis, o que representa 89,5% do total. A política tem como objetivo fortalecer a educação escolar indígena específica e diferenciada, assegurando que os processos de ensino e aprendizagem respeitem os saberes tradicionais, línguas, identidades e formas próprias de organização social. A proposta reafirma o compromisso do Governo Federal com uma educação mais plural, democrática e alinhada às necessidades dos povos indígenas.

Implementação nos Territórios Etnoeducacionais

A PNEEI-TEE será executada por meio dos Territórios Etnoeducacionais (TEE), unidades formadas por terras indígenas ocupadas por povos que compartilham raízes sociais, culturais, históricas e linguísticas comuns. Cada território contará com uma comissão gestora formalizada pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), após consulta às comunidades locais.

Essas comissões terão a responsabilidade de coordenar, monitorar e acompanhar a implementação das ações da política, assegurando que a oferta de educação respeite as especificidades de cada povo e garanta equidade no atendimento escolar.

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Benefícios e recursos

A adesão à política pode garantir às redes de ensino diferentes vantagens, incluindo:

  • Elegibilidade ao PDDE Água e Campo, com repasses que podem chegar a R$ 45 mil por escola;
  • Recursos do PDDE Diversidades, com até R$ 3,7 mil por escola para territórios etnoeducacionais;
  • Programas de formação e profissionalização docente;
  • Investimentos em infraestrutura física e tecnológica das escolas indígenas;
  • Fomento à produção e distribuição de materiais didáticos e literários próprios.

Outro diferencial é o peso adicional no financiamento do Fundeb: cada matrícula indígena pode representar até 28% a mais de recursos, sendo 17% para os anos iniciais e 28% para os anos finais do ensino fundamental.

Política pactuada em 52 Territórios

Em outubro, o Ministério da Educação formalizou a pactuação de 52 Territórios Etnoeducacionais, em cerimônia que reuniu mais de 300 participantes, entre lideranças indígenas, gestores públicos e instituições de controle. A iniciativa reforça o caráter participativo da política e o reconhecimento da diversidade sociocultural existente nas diferentes regiões do país.

Educação indígena com base legal

A Política Nacional de Educação Escolar Indígena nos Territórios Etnoeducacionais tem como finalidade promover uma educação multilíngue, específica, diferenciada e intercultural. A iniciativa segue as diretrizes do Decreto nº 6.861/2009, que organiza a educação escolar indígena com base nos territórios etnoterritoriais, assegurando o respeito às tradições, conhecimentos e estruturas próprias de cada povo.

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Tags: #DireitosIndígenas#EducaçãoBrasileira#EducaçãoIndígena#MEC#PNEEI#TerritóriosEtnoeducacionais
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