A Polícia Rodoviária Federal, em parceria com a Adema, realizou entre os dias 11 e 17 de abril a sexta fase da Operação Rotas da Fauna em Sergipe. A ação ocorreu em municípios do Norte do estado, com foco no combate ao tráfico de animais silvestres e outros crimes ambientais.
Durante a operação, foram lavrados 119 Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCOs) e resgatados 517 animais nativos mantidos ilegalmente em cativeiro — sendo 487 aves e 30 jabutis. As multas aplicadas ultrapassam R$ 200 mil.
A prática configura crime ambiental, conforme a Lei nº 9.605/1998, com pena de detenção de seis meses a um ano, além de multa que pode chegar a R$ 5 mil por animal, dependendo da espécie.
Os resultados refletem o avanço das ações de fiscalização. No primeiro trimestre de 2026, foram registradas 209 ocorrências desse tipo em Sergipe, com o resgate de 1.940 animais — um aumento de 90,8% em relação ao mesmo período de 2025.
Entre os animais apreendidos, predominam aves visadas pelo comércio ilegal, como cardeal-do-nordeste, papa-capim, canário-da-terra, corrupião, sabiá e trinca-ferro. Também foram identificadas espécies ameaçadas de extinção, como pintassilgo, curió, azulão e papagaio-verdadeiro.
Reabilitação e soltura
Após avaliação técnica, muitos animais são devolvidos à natureza. Aqueles que não têm condições imediatas de soltura são encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres, onde passam por reabilitação antes de retornar ao habitat natural.
A operação integra o planejamento nacional da PRF para combater crimes ambientais e contou com apoio de instituições como o Instituto Federal de Sergipe, a Universidade Federal de Sergipe, a Freeland Brasil e o próprio Cetas. A população pode colaborar denunciando crimes ambientais à Adema, por telefone ou e-mail, ou diretamente à PRF pelo número 191 em casos ocorridos em rodovias federais.
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