O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, determinou a retirada das credenciais diplomáticas de um agente de imigração dos Estados Unidos que atuava na sede da corporação, em Brasília.
Segundo Rodrigues, a decisão segue o princípio da reciprocidade e responde à medida adotada pelo governo dos Estados Unidos, que solicitou a saída de um delegado brasileiro do país.
“Retirei, com pesar, as credenciais de um servidor dos EUA pelo princípio da reciprocidade”, afirmou o diretor-geral em entrevista ao programa Estúdio i, da GloboNews.
A decisão brasileira ocorre após os EUA determinarem a saída do delegado Marcelo Ivo de Carvalho, que atuava no país. A medida foi divulgada pelo Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental do governo norte-americano, sem citar nomes, mas indicando tratar-se de um agente envolvido em investigações recentes.
A Agência Brasil procurou a Polícia Federal para confirmar detalhes sobre a substituição do delegado por Tatiana Alves Torres, mas não obteve resposta até a última atualização desta matéria.
Contexto do caso
O episódio ocorre após a prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem nos Estados Unidos. Ele foi detido na Flórida e liberado dois dias depois.
Ramagem, que já comandou a Agência Brasileira de Inteligência, foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 16 anos de prisão em processo relacionado a uma tentativa de golpe de Estado.
Reação do governo brasileiro
Durante viagem à Alemanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil adotaria medidas proporcionais caso confirmada a atitude dos Estados Unidos.
“Se houve abuso, haverá reciprocidade. Não tem conversa”, declarou.
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