A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (5), a 38ª fase da Operação Discovery, com o objetivo de reprimir crimes relacionados ao armazenamento de imagens e vídeos de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes.
A ação resultou no cumprimento de um mandado de busca e apreensão na cidade de Borborema, na Paraíba. A medida foi autorizada pela Justiça Federal e incluiu também a quebra do sigilo telemático do investigado, recurso utilizado para aprofundar as apurações.
Segundo a PF, a operação integra um esforço nacional voltado ao enfrentamento qualificado de delitos que atentam contra a dignidade sexual de menores, seguindo os princípios constitucionais de proteção integral e as diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Terminologia e conscientização
Embora a legislação ainda utilize o termo “pornografia” para caracterizar esse tipo de crime, especialistas e organismos internacionais recomendam a adoção de expressões como “abuso sexual” ou “violência sexual contra crianças e adolescentes”, por refletirem com maior precisão a gravidade das violações.
A Polícia Federal também reforçou o alerta para que pais e responsáveis acompanhem de perto a rotina de crianças e adolescentes, tanto no ambiente digital quanto no convívio social.
Entre as principais recomendações estão orientar sobre o uso seguro de redes sociais, jogos e aplicativos, manter diálogo aberto sobre riscos e observar mudanças de comportamento que possam indicar situações de vulnerabilidade.
Ensinar os jovens a reconhecer abordagens inadequadas e buscar ajuda quando necessário também é considerado fundamental. Para a PF, a informação e a prevenção continuam sendo ferramentas essenciais para garantir a segurança e o bem-estar de crianças e adolescentes.
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