A Polícia Civil do Distrito Federal instaurou, nesta quarta-feira (17), um inquérito para investigar as circunstâncias da apreensão de uma arma de fogo que, segundo informações apresentadas durante uma abordagem policial, pertenceria ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
A arma foi localizada na noite da última segunda-feira (15) durante uma blitz realizada pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) na região do Pistão Norte, em Taguatinga.
De acordo com informações encaminhadas ao Supremo Tribunal Federal (STF), a investigação está sob responsabilidade da 17ª Delegacia de Polícia do Distrito Federal, que realiza diligências para esclarecer os fatos e verificar a origem, posse e circulação do armamento.
O delegado responsável pelo inquérito informou oficialmente o andamento das apurações ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo Tribunal Federal.
Na terça-feira (16), Moraes determinou que a defesa do ex-presidente apresentasse esclarecimentos sobre a origem da arma no prazo de 24 horas.
Segundo o registro policial, a apreensão ocorreu por volta das 23h30, quando um veículo Honda Civic foi parado em um ponto de fiscalização da PMDF.
Durante a abordagem, o motorista afirmou ser servidor do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e informou aos policiais que a pistola encontrada no veículo pertenceria ao ex-presidente.
Além da arma, os agentes localizaram um carregador sobressalente da pistola, modelo Glock calibre 9 milímetros.
Após a apreensão, o condutor foi encaminhado a uma delegacia para prestar esclarecimentos.
Em depoimento, ele declarou que havia recebido a arma devido a uma pane apresentada no equipamento e que sua intenção era providenciar o reparo do armamento.
O servidor afirmou ainda que retirou a pistola no próprio dia 15 e que a devolução ao proprietário estava prevista para ocorrer no dia seguinte.
A Polícia Civil seguirá com a coleta de informações, análise documental e oitivas para esclarecer as circunstâncias da posse e do transporte da arma.
O resultado das investigações deverá subsidiar eventuais medidas judiciais e esclarecer se houve alguma irregularidade relacionada ao armamento ou ao seu deslocamento.
Até o momento, não houve divulgação de conclusão sobre responsabilidades ou eventuais infrações ligadas ao caso.
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