A Polícia Federal realizou, nesta sexta-feira (7), uma série de operações simultâneas no Ceará para combater crimes relacionados ao armazenamento e ao compartilhamento de material de abuso sexual infantojuvenil pela internet. As ações ocorreram em quatro municípios do estado e resultaram na prisão em flagrante de um investigado na capital cearense.
Batizadas de Inocência Protegida XXI, XXII, XXIII, XXIV e XXV, as operações cumpriram cinco mandados de busca e apreensão nas cidades de Fortaleza, Orós, Beberibe e Nova Russas, por determinação da Justiça Federal.
Durante as diligências, os agentes recolheram celulares, computadores, discos rígidos e outros dispositivos eletrônicos que serão submetidos à perícia técnica. O objetivo é aprofundar as investigações, identificar possíveis envolvidos e localizar novos elementos que possam contribuir para a responsabilização dos suspeitos.
Em uma das ações realizadas em Fortaleza, os policiais encontraram arquivos de abuso sexual infantojuvenil armazenados em equipamento vinculado ao investigado, o que levou à prisão em flagrante pelo crime de posse desse tipo de material.
As investigações apontam que, em um dos casos na capital, foram identificados 755 arquivos ilícitos compartilhados por meio de uma rede de troca de arquivos entre usuários. Em Nova Russas, outro alvo da operação teria armazenado e disponibilizado 1.879 arquivos durante um longo período de atividade. Juntas, essas duas apurações localizaram 2.634 arquivos relacionados ao crime.
Outras investigações conduzidas pela Polícia Federal apuram o possível uso de aplicativos de mensagens, redes sociais e diferentes plataformas digitais para obtenção, armazenamento e compartilhamento desse tipo de conteúdo. Todo o material apreendido passará por análise pericial especializada.
Os investigados poderão responder pelos crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), conforme a participação individual de cada um for confirmada ao longo das investigações.
A Polícia Federal reforça que conteúdos de abuso sexual infantojuvenil jamais devem ser compartilhados, mesmo com a intenção de denunciar. A orientação é que qualquer suspeita seja comunicada diretamente às autoridades competentes, evitando a revitimização das crianças e adolescentes retratados nas imagens.
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