O Ministério da Justiça e Segurança Pública deflagrou nesta segunda-feira (18) a 11ª fase da Operação Mute, ação nacional voltada ao combate da comunicação do crime organizado dentro dos presídios brasileiros.
A operação ocorre simultaneamente em 15 estados e é coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas Penais, integrando o programa federal Brasil Contra o Crime Organizado.
O principal objetivo da iniciativa é apreender celulares e outros materiais proibidos utilizados por detentos para comunicação ilícita de dentro das unidades prisionais.
Segundo o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, interromper a comunicação criminosa é uma das prioridades do governo federal no enfrentamento às facções.
“Combater a comunicação ilícita nos presídios é fundamental no processo de asfixia do crime organizado”, afirmou o ministro.
Tecnologia reforça fiscalização
As ações contam com equipamentos especializados e tecnologias adquiridas com investimento de R$ 59 milhões pelo governo federal.
Entre os recursos utilizados estão:
- bloqueadores de sinal de celular;
- scanners corporais;
- aparelhos de raio-X;
- drones;
- sistemas eletrônicos de fiscalização;
- georradar para identificação de estruturas ocultas e possíveis rotas de fuga.
De acordo com o Ministério da Justiça, o objetivo é fortalecer o controle estatal dentro dos estabelecimentos penais e dificultar a atuação das organizações criminosas.
Quase 8 mil celulares apreendidos
Desde o início da Operação Mute, em 2023, já foram retirados 7.966 celulares de presídios em diferentes estados do país.
Ao longo das fases da operação, mais de 38 mil policiais penais estaduais participaram das ações e cerca de 37 mil celas foram revistadas.
Além da apreensão de eletrônicos, as operações também atuam no combate a outros tipos de irregularidades dentro das unidades prisionais.
Ações recentes nos estados
Na última semana, a Operação Mute e a Operação Modo Avião foram realizadas em Tocantins com a participação de mais de 70 policiais penais estaduais e federais.
Já na Bahia, a primeira fase estadual da Operação Mute alcançou nove unidades prisionais em Salvador.
Segundo o governo federal, as ações devem ser intensificadas nos próximos meses em parceria com as polícias penais estaduais.
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