O Comando Operacional Conjunto Catrimani II iniciou o ano de 2026 intensificando o combate ao garimpo ilegal na terra indígena Yanomami, em Roraima. As primeiras ações do ano resultaram na interdição de uma pista clandestina utilizada por garimpeiros e na prisão de dois suspeitos durante patrulhas fluviais realizadas na região.
Interdição de pista ilegal
No dia 1º de janeiro, uma equipe de Engenharia do Exército Brasileiro (EB) destruiu uma pista ilegal localizada na região norte da terra indígena Yanomami. A ação contou com o apoio da Força Aérea Brasileira (FAB), que empregou a aeronave H-60L Black Hawk para a infiltração e exfiltração de militares e materiais.
A pista vinha sendo utilizada por aviões de pequeno porte e helicópteros para o transporte de insumos destinados à mineração ilegal. Segundo o Comando Operacional, a destruição da estrutura tem como objetivo enfraquecer a logística do garimpo ilegal, promover a desintrusão da área e proteger os recursos naturais da região.
Além da interdição, os militares realizaram varreduras no entorno, inutilizando instalações associadas à atividade criminosa. Por se tratar de uma área de difícil acesso, o reconhecimento aéreo e o emprego estratégico de tropas permitiram a identificação de rotas e pontos de interesse, ampliando as condições para futuras operações.
Prisão de suspeitos em patrulha fluvial
Já no dia 2 de janeiro de 2026, o Comando Operacional Conjunto Catrimani II realizou uma patrulha fluvial nas regiões conhecidas como garimpos “Barão” e “Ouromil”. A ação resultou na prisão de dois suspeitos e na identificação de novos indícios de garimpo ilegal. Os detidos foram conduzidos para Boa Vista (RR).
Durante o vasculhamento da área, os militares localizaram ferramentas usadas na extração de minérios, além de uma estrutura de acampamento, uma embarcação, um motor e duas resumidoras, equipamentos utilizados para separar o ouro de detritos. Todo o material empregado no garimpo ilegal foi inutilizado.
As patrulhas fluviais são consideradas estratégicas para a desarticulação do garimpo ilegal na terra Yanomami, pois permitem o controle das calhas dos rios e a interrupção das principais rotas logísticas utilizadas pelos criminosos.
Ações contínuas na região
Desde o início da Operação Catrimani II, em abril de 2024, tropas do Comando Operacional Conjunto atuam de forma permanente nos rios Uraricoera e Mucajaí, monitorando áreas de selva fechada e interceptando atividades ilegais próximas aos cursos d’água.
De acordo com o comando da operação, a continuidade dessas ações é fundamental para desencorajar o retorno de garimpeiros, manter a pressão sobre rotas clandestinas, consolidar o controle territorial e ampliar a proteção às comunidades indígenas, além de contribuir para a preservação ambiental.
Operação Catrimani II
A Operação Catrimani II é uma ação integrada entre órgãos de Segurança Pública, agências governamentais e as Forças Armadas, em coordenação com a Casa de Governo no Estado de Roraima. A iniciativa cumpre a Portaria GM-MD nº 5.831, de 20 de dezembro de 2024, e tem como objetivo atuar de forma preventiva e repressiva contra o garimpo ilegal, crimes ambientais e ilícitos transfronteiriços na terra indígena Yanomami.
Compartilhe esta notícia do Giro Capixaba, o melhor site de notícias do Espírito Santo.
Siga o GIRO CAPIXABA no Instagram





