O Ministério de Portos e Aeroportos anunciou que o governo federal pretende realizar 40 novos leilões de infraestrutura ao longo de 2026. A informação foi divulgada pelo ministro Silvio Costa Filho durante entrevista coletiva. Segundo a pasta, a carteira de projetos inclui 21 aeroportos, 18 portos e uma hidrovia.
A previsão é que o primeiro bloco de leilões ocorra já em fevereiro, com quatro empreendimentos portuários localizados em Macapá (AP), Natal (RN), Porto Alegre (RS) e Recife (PE). A expectativa é que esse conjunto de projetos atraia cerca de R$ 230 milhões em investimentos.
Para o mês de março, está programado o leilão do Tecon Santos 10, novo terminal de contêineres do Porto de Santos. O projeto prevê investimentos estimados em R$ 6,4 bilhões e deverá ampliar em 50% a capacidade de movimentação de cargas do maior porto da América Latina.
De acordo com o ministro, o edital do Tecon Santos 10 deve ser lançado entre o final de fevereiro e o início de março, com leilão previsto para abril. O terminal contará com uma área de 621 mil metros quadrados.
“Estamos trabalhando para, na próxima semana, apresentar um detalhamento do cronograma do Tecon Santos 10. Será o maior leilão da história do Brasil”, afirmou Silvio Costa Filho.
Outro destaque da agenda é a concessão da Hidrovia do Paraguai, que terá papel estratégico no escoamento de produtos na América do Sul. Segundo o ministro, o leilão está previsto para o segundo semestre de 2026 e deverá contar com investimentos superiores a R$ 60 milhões.
“Será a primeira concessão hidroviária do Brasil. A partir daí, vamos avançar fortemente nessa agenda de concessões hidroviárias brasileiras”, destacou.
Aeroportos
Entre as prioridades do ministério para 2026 está também o leilão do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, marcado para o dia 30 de março, além de outros 20 aeroportos regionais.
Segundo Silvio Costa Filho, a estratégia do governo é ampliar a participação da iniciativa privada na gestão aeroportuária. “Estamos reduzindo investimentos públicos em aeroportos regionais para transferi-los à iniciativa privada, a exemplo dos 13 leilões realizados no ano passado, retirando de prefeitos e governadores essa responsabilidade”, explicou.
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