O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, na última sexta-feira (24), o fortalecimento das Forças Armadas, o investimento em tecnologia e a ampliação da capacidade de defesa do Brasil. A declaração foi feita durante visita à fábrica da Avibras Aeroespacial, em Jacareí, no interior de São Paulo.
Durante o evento, Lula afirmou que o país precisa manter suas Forças Armadas preparadas tanto do ponto de vista militar quanto científico e tecnológico, ressaltando que a defesa nacional é fundamental para garantir a soberania brasileira.
“O Brasil deve estar preparado para proteger seu território e sua população, sempre defendendo a paz, mas com capacidade para preservar sua soberania”, afirmou o presidente.
Lula destacou ainda a dimensão territorial do Brasil e lembrou que o país possui extensas fronteiras terrestres com quase todos os países da América do Sul, o que exige investimentos permanentes em segurança e monitoramento.
Segundo o presidente, fortalecer a capacidade de defesa significa garantir que o Brasil continue exercendo sua autonomia e preservando seus interesses estratégicos.
A visita ocorreu na Avibras Aeroespacial, empresa brasileira com mais de cinco décadas de atuação no desenvolvimento de tecnologias para os setores de defesa e espacial.
A companhia produz sistemas de lançamento de foguetes e mísseis, veículos blindados, motores para foguetes utilizados pela Marinha e pela Força Aérea Brasileira, além de equipamentos voltados para aplicações civis.
Após enfrentar uma grave crise financeira, a empresa retomou suas atividades em março deste ano.
A Avibras entrou com pedido de recuperação judicial em março de 2022, informando dívidas de aproximadamente R$ 600 milhões. Na época, anunciou a demissão de 420 funcionários, medida posteriormente suspensa pela Justiça após ação do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região.
Em julho de 2025, o Tribunal de Justiça de São Paulo homologou a transferência de 99% das ações da empresa para um fundo credor, marcando o início de uma nova fase administrativa e operacional.
A retomada da produção é considerada estratégica para a indústria nacional de defesa e para o desenvolvimento de tecnologias de uso militar e civil.
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