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Justiça determina que Meta reative contas de entidades estudantis bloqueadas no RS

Decisão da Justiça Federal estabelece prazo de dois dias para o restabelecimento de quatro perfis no Instagram. Entidades afirmam que as contas foram suspensas após publicações de mobilização política.

redação Por redação
17/10/2026 - 18:11
em Brasil
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Justiça Federal determina que a Meta restabeleça contas de entidades estudantis da UFRGS e da UFCSPA bloqueadas no Instagram. Caso envolve liberdade de expressão e regras das plataformas digitais.

Imagem: Marcello Casal jr/Agência Brasil

A Justiça Federal determinou que a Meta restabeleça, em até dois dias, as contas no Instagram de quatro entidades estudantis do Rio Grande do Sul que foram suspensas pela plataforma. A decisão foi tomada pela 1ª Vara Federal de Porto Alegre após uma ação civil pública questionar o bloqueio dos perfis ligados à Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e à Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA).

De acordo com as entidades, os bloqueios ocorreram simultaneamente em 6 de outubro, sem aviso prévio ou apresentação de justificativas. Foram atingidas as contas do Centro Acadêmico André da Rocha (@caarufrgs), do Serviço de Assessoria Jurídica Universitária (@sajudaufrgs), do Diretório Acadêmico de Economia, Contábeis e Atuariais (@ufrgsdaeca) e do Diretório Central dos Estudantes da UFCSPA (@dceufcspa).

As organizações afirmam que as suspensões aconteceram depois da publicação de conteúdos que convocavam estudantes para assembleias universitárias e manifestações públicas em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O episódio levantou questionamentos sobre os critérios utilizados pela plataforma para moderar publicações de natureza política.

Para tentar reverter a medida, o Ministério Público Federal (MPF), em conjunto com o Serviço de Assessoria Jurídica Universitária da Faculdade de Direito da UFRGS, ajuizou uma ação civil pública contra a empresa. O órgão argumenta que o bloqueio pode representar uma restrição à liberdade de expressão, além de prejudicar a organização dos estudantes e o funcionamento das atividades de assistência jurídica gratuita.

Apesar da determinação judicial, as quatro contas continuavam suspensas até a tarde de sábado (17), segundo as informações divulgadas. A Meta foi procurada para comentar o caso, mas ainda não havia se manifestado até a publicação da notícia.

O caso ocorre em meio a outras controvérsias envolvendo as plataformas da Meta durante o período eleitoral. Na quarta-feira (14), a campanha de Lula acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após usuários relatarem diferenças nas respostas da inteligência artificial integrada ao WhatsApp. Segundo as denúncias, a ferramenta restringia a criação de conteúdos relacionados ao presidente, enquanto permitia produzir imagens associadas ao candidato Flávio Bolsonaro, do PL.

A ação apresentada ao TSE também questionou possíveis restrições na distribuição de publicações sobre os candidatos à Presidência nas plataformas da empresa, incluindo Facebook, Instagram e WhatsApp. A discussão envolve a necessidade de garantir condições equivalentes de circulação de conteúdo eleitoral entre os concorrentes.

Na sexta-feira (16), o TSE decidiu, por unanimidade, manter a determinação individual do ministro Marco Aurélio Belizze que impede a Meta de restringir a entrega de publicações relacionadas aos candidatos à Presidência da República. A medida busca assegurar a isonomia na distribuição desse tipo de conteúdo durante a disputa eleitoral.

Os dois episódios ampliam o debate sobre a atuação das grandes plataformas digitais na circulação de informações políticas, os critérios de moderação e a transparência das decisões que afetam usuários, organizações e campanhas eleitorais.

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Tags: #DireitosEstudantis#Eleições2026#GiroCapixaba#JustiçaFederal#LiberdadeDeExpressão#MinisterioPublicoFederal#UFCSPA#UFRGSPolíticastagramTSE
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