O Instituto Nacional do Seguro Social iniciou, nesta semana, uma nova estratégia para ampliar o acesso aos serviços previdenciários em regiões remotas: o uso de embarcações de pequeno porte acopladas ao PREVBarco.
A iniciativa permite que equipes cheguem a comunidades de difícil acesso, especialmente em áreas com rios estreitos ou trechos onde grandes embarcações não conseguem navegar. O projeto piloto começou em Rondônia.
Na última sexta-feira (27), foi realizada a primeira missão com o novo formato. A equipe percorreu o rio Pacaas Novos utilizando o PREVBarco como base e seguiu em uma voadeira — embarcação ágil e de pequeno porte — para alcançar moradores ao longo do trajeto.
Com capacidade para até seis pessoas e equipada com internet via satélite, a embarcação permite a realização de;
- Atendimentos administrativos
- Perícias médicas
- Avaliações sociais
A ação contou com dois servidores do INSS e dois tripulantes.
Histórias que mostram o impacto
Durante a missão, a equipe percorreu cerca de 65 quilômetros até encontrar moradores que aguardavam atendimento. Entre eles estava Maria José Uruati, de 53 anos, conhecida como “Maroca”.
Ela solicitou o auxílio por incapacidade temporária e realizou a perícia médica no local, recebendo o resultado imediatamente.
“Não consigo me deslocar e nunca imaginei que o INSS chegaria até minha casa”, relatou.
Desafios da navegação
O trajeto pelos rios da região exige atenção redobrada. A presença de trechos rasos, troncos submersos e vegetação densa dificulta o deslocamento e reforça a necessidade de embarcações menores.
Essas condições tornam a voadeira essencial para alcançar localidades que antes ficavam fora do alcance do serviço.
Ampliação do acesso à Previdência
Segundo o superintendente do INSS nas regiões Norte e Centro-Oeste, Iracemo Coelho, a iniciativa representa um avanço importante na inclusão social.
“Com a nova embarcação, conseguimos levar a Previdência Social a comunidades que nunca haviam recebido atendimento”, destacou.
A expectativa é que, após a fase de testes, o modelo seja expandido para outras regiões da Amazônia Legal, ampliando o acesso da população ribeirinha aos serviços públicos.
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