A indústria brasileira anunciou uma iniciativa inédita para ampliar a participação do setor privado na COP30, que será realizada entre 10 e 21 de novembro de 2025, em Belém (PA). Criada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a COP de Negócios Sustentáveis (SB COP) reunirá boas práticas e casos de sucesso em descarbonização, economia de baixo carbono e financiamento climático.
A proposta é transformar o grupo em um canal permanente de contribuição empresarial para esta e futuras conferências climáticas, fortalecendo a presença das empresas nos processos multilaterais. Segundo a CNI, mais de 40 milhões de empresas de 60 países podem compartilhar suas experiências.
O presidente da SB COP, Ricardo Mussa, avalia que a iniciativa deixará como legado uma estrutura organizada para a representação empresarial nas COPs. “Em vez de apenas novas ideias, será possível entender por que determinados projetos deram certo, como no caso da bioeconomia na Malásia, e usar isso como base para políticas públicas”, afirmou.
As sugestões de casos bem-sucedidos podem ser enviadas até 1º de setembro, pelo site sbcop30.com.
Para Mussa, a COP30 terá mais abertura para o setor privado, com foco na implementação do que já foi acordado em conferências anteriores. Ele destaca que o empresariado brasileiro vê a conferência como oportunidade de mostrar suas iniciativas e liderar a agenda climática global. “Na questão climática, o Brasil é mais parte da solução do que do problema”, disse.
O Campeão de Alto Nível do Clima da COP30, Dan Ioschpe, reforçou que a implementação das decisões será o eixo central da conferência e que não há mais possibilidade de desenvolvimento sem sustentabilidade. Ele citou os impactos recentes das mudanças climáticas em Porto Alegre como exemplo de custos crescentes que comprometem o progresso socioeconômico.
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