No dia 24 de agosto, equipes da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), com coordenação da Casa de Governo e apoio da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP), realizaram patrulhamentos estratégicos em Roraima para combater a logística do garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami. A ação faz parte do esforço do Governo Federal para interromper a cadeia de abastecimento das frentes clandestinas de mineração.
As fiscalizações ocorreram nos entornos de Samaúma e Campos Novos, locais conhecidos por funcionarem como corredores de suprimentos. Durante a operação, foram apreendidos cerca de 300 quilos de mantimentos, além de 14 carotes de combustível — equivalentes a 700 litros —, uma bomba de abastecimento, peças de maquinário e ferramentas utilizadas na atividade ilegal.
O material estava escondido em um depósito clandestino, organizado e identificado com apelidos que indicavam os destinatários, evidenciando a existência de uma logística estruturada. Próximo ao local, também foi encontrada uma pista possivelmente utilizada para apoio aéreo, ampliando a rede de suprimento. Todo o material foi encaminhado à Polícia Federal, em Boa Vista.
Os mantimentos apreendidos serão destinados ao projeto Polícia Militar Mirim de Mucajaí, voltado a jovens da região, enquanto o combustível será doado à Funai, que atua na proteção do território indígena.
Em Samaúma, a operação reforçou o bloqueio de uma das principais rotas terrestres usadas pelos garimpeiros, dificultando o transporte de suprimentos e combustível. Paralelamente, a FNSP intensificou o policiamento urbano em Boa Vista, ampliando a presença do Estado na capital.
Desde a criação da Casa de Governo em fevereiro de 2024, já foram realizadas mais de 6.400 ações de combate, fiscalização e apoio humanitário, causando prejuízos superiores a R$ 477 milhões aos responsáveis pelo garimpo, com apreensão de máquinas, armas e destruição de estruturas ilegais.
A operação reforça o compromisso do Governo Federal em proteger o território Yanomami, impedir o avanço do garimpo ilegal e garantir segurança, saúde e sustentabilidade para as comunidades indígenas.
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