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Governo envia ao Congresso projeto para reduzir impostos sobre combustíveis em caso de alta nas receitas do petróleo

Proposta cria mecanismo temporário para compensar tributos com royalties e receitas do pré-sal, sem impacto nas contas públicas.

redação Por redação
24/04/2026 - 08:00
em Brasil
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Projeto enviado ao Congresso prevê redução temporária de impostos sobre combustíveis usando receitas extras do petróleo, com foco em conter impactos da guerra.

Imagem: Rovena Rosa/Agência Brasil

O governo federal encaminhou ao Congresso Nacional, na última quinta-feira (23), o Projeto de Lei Complementar nº 114 de 2026, que propõe a criação de um mecanismo para reduzir impostos sobre combustíveis sempre que houver aumento extraordinário na arrecadação com receitas do petróleo.

A proposta foi apresentada pelo líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta, e faz parte da estratégia do governo para amenizar os efeitos da alta internacional dos combustíveis, influenciada pelo conflito no Oriente Médio.

Inicialmente, o Ministério da Fazenda havia indicado que a medida envolveria cortes diretos de tributos. No entanto, o ministro Dario Durigan esclareceu que não se trata de redução imediata de impostos, mas de um mecanismo condicionado ao aumento de receitas públicas.

Segundo ele, a proposta foi construída em diálogo com o Congresso e busca reduzir o impacto econômico do cenário internacional sem comprometer o equilíbrio fiscal.

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O texto prevê que receitas extraordinárias geradas pelo setor petrolífero — como royalties e a comercialização de petróleo do pré-sal — sejam utilizadas para compensar eventuais reduções de tributos sobre combustíveis.

Entre os impostos que poderão ser reduzidos estão o PIS, a Cofins e a Cide, que incidem sobre diesel, gasolina, etanol e biodiesel. A ideia é que, ao identificar aumento relevante de arrecadação, o presidente da República possa autorizar, por decreto, a diminuição temporária dessas alíquotas.

As reduções teriam validade inicial de dois meses, com possibilidade de revisão ao final desse período. A proposta estabelece que o mecanismo permaneça ativo enquanto durarem os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre os preços internacionais de energia.

De acordo com o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, o modelo foi desenhado para manter a neutralidade fiscal. Isso significa que qualquer perda de arrecadação com a redução de tributos será compensada por receitas adicionais do próprio setor de petróleo.

Pelos cálculos do governo, uma redução de R$ 0,10 nos tributos sobre a gasolina, durante dois meses, teria impacto estimado de cerca de R$ 800 milhões.

Articulação política

A tramitação da proposta depende de articulação com o Congresso Nacional. O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, informou que o tema será discutido com líderes partidários nos próximos dias.

Segundo ele, o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, já sinalizaram apoio à iniciativa.

Medidas recentes para conter preços

Nos últimos meses, o governo tem adotado diferentes estratégias para conter a alta dos combustíveis. Entre elas estão a desoneração do PIS/Cofins sobre o diesel e a concessão de subsídios para o produto, tanto importado quanto nacional.

Dados da Petrobras indicam que os tributos federais representam cerca de R$ 0,68 no preço final da gasolina ao consumidor, considerando um valor médio de R$ 6,77 por litro.

Atualmente, diesel e biodiesel seguem com PIS e Cofins zerados, enquanto gasolina e etanol mantêm a tributação vigente antes da escalada do conflito internacional.

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Tags: #CongressoNacional#PolíticaEconômica#PréSalBrasilCombustíveisDieselEconomiaGasolinaImpostosPetróleo
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