O número de estudantes no ensino superior voltou a crescer no Brasil entre 2023 e 2024, alcançando a marca de 10,23 milhões de matrículas. O total supera, por exemplo, a população inteira do estado de Pernambuco, que tem cerca de 9,5 milhões de habitantes.
De acordo com dados da 16ª edição do Mapa do Ensino Superior, divulgada pelo Instituto Semesp, o aumento no período foi de 2,5%, acima do crescimento populacional na maioria dos estados brasileiros — com exceção de Roraima, que registrou alta maior devido à imigração estrangeira.
Pela primeira vez, o ensino a distância (EAD) ultrapassou o presencial em número de matrículas no país:
- EAD: 50,7%
- Presencial: 49,3%
Mesmo com uma desaceleração no ritmo de crescimento em comparação ao período da pandemia de covid-19, o EAD ainda apresentou expansão de 5,6% no período analisado.
O levantamento mostra que a maior parte dos estudantes está em instituições privadas. De cada dez alunos que ingressam no ensino superior;
- 8 estão em faculdades ou centros universitários privados
- 2 ingressam em instituições públicas
As faculdades costumam atuar em áreas específicas e dependem de autorização do Ministério da Educação para a criação de novos cursos.
Evasão preocupa especialistas
Apesar do crescimento nas matrículas, o estudo aponta um alto índice de evasão no ensino superior. Os dados foram elaborados com base em informações do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, vinculado ao MEC.
Cursos mais procurados
A pesquisa também mostra quais áreas concentram maior interesse dos estudantes.
No ensino a distância:
- Rede privada: Pedagogia, Enfermagem e Administração
- Rede pública: Educação Física, Matemática e Letras
Nos cursos presenciais:
- Rede privada: Direito, Enfermagem e Psicologia
- Rede pública: Pedagogia, História e Letras
Grande parte das graduações mais procuradas na rede pública está ligada à formação de professores.
O crescimento no acesso ao ensino superior indica avanço na ampliação de oportunidades educacionais no país. No entanto, especialistas alertam que o alto índice de evasão ainda é um dos principais desafios.
Entre os fatores que influenciam a desistência estão dificuldades financeiras, necessidade de trabalhar e falta de adaptação ao modelo de ensino, especialmente no formato remoto.
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