Um balanço parcial divulgado pela Polícia Militar na tarde do última domingo (4) registrou 34 pessoas detidas ou apreendidas em diferentes cidades de São Paulo durante o primeiro turno das eleições. De acordo com a corporação, a maior parte das ocorrências envolveu suspeitas de boca de urna.
A prática ocorre quando há tentativa de influenciar a escolha dos eleitores no dia da votação por meio de pedidos de votos ou propaganda em favor de candidatos, partidos, federações ou coligações. A conduta é proibida pela legislação eleitoral e pode resultar em medidas previstas pelas autoridades competentes.
Em Franca, uma mulher foi encaminhada a um Distrito Policial após ser abordada nas proximidades de uma escola usada como local de votação. Segundo a Polícia Militar, ela era suspeita de distribuir panfletos de campanha e teria informado aos agentes que receberia R$ 100 pelo trabalho.
Na capital paulista, três pessoas foram detidas na zona sul sob suspeita de realizar boca de urna. Os casos foram encaminhados às autoridades responsáveis, que devem avaliar as circunstâncias de cada ocorrência e adotar as providências previstas na legislação.
Mesmo diante dos registros eleitorais e das condições meteorológicas adversas, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), José Antonio Encinas Manfré, afirmou durante a manhã que a votação ocorria de forma satisfatória no estado.
As fortes chuvas, entretanto, provocaram uma série de ocorrências em diferentes regiões paulistas. Conforme levantamento do Corpo de Bombeiros, pelo menos 276 chamados relacionados ao temporal foram registrados, incluindo quedas de árvores e outros danos provocados pelas condições climáticas.
Presidente Prudente concentrou quase metade dos atendimentos relacionados às chuvas. O temporal destelhou uma escola que funcionava como seção eleitoral, levando a Justiça Eleitoral a transferir os eleitores da Escola Florivaldo Leal para a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp).
As tempestades também deixaram vítimas fatais. Em Araçatuba, uma pessoa morreu após o desabamento do teto de um estabelecimento comercial no bairro São João. Segundo as informações divulgadas, as rajadas de vento chegaram a 112 km/h na cidade.
Em Jaboticabal, outra pessoa morreu depois que uma árvore caiu sobre o veículo em que estava. Os dois casos ocorreram durante o período de instabilidade que atingiu diversas áreas do estado no domingo de votação.
As autoridades seguem acompanhando as ocorrências registradas durante as eleições e os impactos causados pelas chuvas. Os casos suspeitos de crimes eleitorais serão analisados pelos órgãos competentes, enquanto equipes de emergência permanecem mobilizadas para atender as ocorrências provocadas pelo temporal.
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