A participação do crédito imobiliário no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro ultrapassou a marca de 10% no último ano, segundo dados do Banco Central do Brasil apresentados pela Caixa Econômica Federal durante o Encontro Internacional da Indústria da Construção 2026.
O resultado é considerado um marco para o setor habitacional brasileiro e reforça a importância das políticas públicas de moradia no crescimento econômico do país.
De acordo com os dados apresentados no encontro, o avanço do crédito imobiliário está diretamente ligado à retomada dos investimentos em habitação e ao fortalecimento do Minha Casa, Minha Vida. Desde 2023, o programa já alcançou 2,3 milhões de moradias contratadas, com meta de atingir 3 milhões até o fim de 2026.
Antes da criação do programa habitacional, o crédito imobiliário representava apenas 2% do PIB brasileiro. Em 2009, ano de lançamento do Minha Casa, Minha Vida, o índice subiu para 7,5%.
Após a retomada da política habitacional pelo Governo Federal em 2023, o percentual voltou a crescer, chegando a mais de 10% em 2025.
Os números apresentados durante o evento mostram que os investimentos públicos em habitação têm impacto direto na economia nacional, estimulando o setor da construção civil, gerando empregos, movimentando a cadeia produtiva e contribuindo para reduzir o déficit habitacional.
Durante o encontro, o ministro Vladimir Lima destacou que o Minha Casa, Minha Vida respondeu por mais da metade dos lançamentos de imóveis residenciais no Brasil em 2025.
Segundo ele, o orçamento do programa para 2026 foi reforçado com R$ 20 bilhões provenientes do Fundo Social, alcançando um volume recorde de R$ 200 bilhões.
“Isso nos dá a confiança de que vamos bater a meta e chegar a 3 milhões de residências contratadas desde 2023, o que será um recorde”, afirmou o ministro durante o ENIC 2026.
Diálogo com o setor da construção
Com o crescimento do crédito imobiliário e o aumento dos investimentos no setor habitacional, representantes da Câmara Brasileira da Indústria da Construção entregaram ao Governo Federal um documento com propostas voltadas ao fortalecimento da política habitacional e à sustentabilidade das fontes de financiamento da construção civil.
O documento deverá ser analisado pelo governo federal até o final de junho, segundo informou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A iniciativa reforça a importância do diálogo entre governo, setor produtivo e trabalhadores para garantir a continuidade dos investimentos em habitação, ampliar o acesso à moradia e manter o ritmo de crescimento da construção civil brasileira.
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