A brasileira Angélica Saraiva de Sá, de 34 anos, conhecida como “Angeliquinha”, foi presa na Bolívia após permanecer mais de um ano foragida da Justiça brasileira. A captura ocorreu na última terça-feira (22), em Santa Cruz de la Sierra, durante uma operação que contou com a atuação conjunta de autoridades dos dois países.
Segundo informações divulgadas pela imprensa boliviana e brasileira nesta quarta-feira (23), Angélica é investigada por envolvimento com o crime organizado e apontada pelas autoridades como uma das lideranças do Comando Vermelho em municípios do norte de Mato Grosso, entre eles Alta Floresta e Nova Bandeirantes.
A brasileira estava na lista de pessoas procuradas pela Justiça e tinha seis mandados de prisão em aberto. Ela havia fugido em agosto de 2025 de uma unidade prisional feminina localizada em Cuiabá, onde cumpria pena.
De acordo com informações divulgadas pelas autoridades e pela imprensa, as condenações relacionadas aos crimes atribuídos a Angélica somam cerca de 260 anos de prisão. Entre as acusações estão participação em organização criminosa e tráfico de drogas.
Um dos processos resultou em uma condenação, em março de 2025, a 99 anos e 11 meses de prisão em regime fechado. A sentença está relacionada ao assassinato de quatro trabalhadores ocorrido no município de Nova Monte Verde, em Mato Grosso.
A prisão na Bolívia ocorreu em meio ao aumento da cooperação entre os dois países no combate ao crime organizado transnacional. A região de Santa Cruz de la Sierra tem sido alvo de operações de segurança relacionadas à atuação de grupos criminosos brasileiros.
As autoridades brasileiras e bolivianas também investigam a presença e a movimentação de integrantes de organizações criminosas na região. Entre os grupos citados nas investigações estão o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Após a captura, os procedimentos legais deverão definir os próximos passos relacionados à situação de Angélica na Bolívia e à eventual transferência para o Brasil, conforme as regras de cooperação jurídica e os procedimentos aplicáveis entre os dois países.
A prisão representa mais um desdobramento das ações de localização de foragidos brasileiros que permanecem escondidos em outros países. As investigações sobre a atuação da organização criminosa e os possíveis vínculos mantidos pela suspeita fora do Brasil continuam.
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